Nesta sexta-feira, 17, o consumido brasileiro assistiu assustado à uma polêmica Operação da Polícia Federal, a 'Carne Fraca'. A investigação, que é considerada maior até do que a Lava Jato, apura crimes envolvendo a venda ilegal de carnes em todo o país. Os frigoríficos investigados são os que fornecem carnes para marcas que estão presentes nas vidas dos brasileiros, como Friboi, Seara, Perdigão e Sadia. As empresas dizem que trabalham para oferecer a melhor qualidade possível em seus produtos. A Operação da Polícia Federal, de tão grande, já é considerada até maior do que a 'Lava Jato'. Os agentes da lei, no entanto, apenas descobriram toda a farsa contra o consumidor, a partir do momento que, um dos fiscais, decidiu não aceitar participar do esquema.

As carnes, mesmo estando fora dos padrões de segurança, eram vendidas em todo o país.

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No áudio abaixo, o leitor pode acompanhar uma das gravações obtidas pela PF. Na conversa, um dono de frigorífico e sua esposa falam sobre o uso da cabeça de porco na linguiça. A prática é proibida, pois existem normas de segurança que dizem que o uso dessa parte do corpo do porco teria mais risco de trazer doenças à população. O responsável pelo frigorífico do áudio e a esposa foram alguns dos presos na Operação 'Carne Fraca'.

Já a gravação abaixo mostra outro problema encontrado encontrado nos frigoríficos. Eles misturaram até mesmo papelão na carne moída. O objetivo era fazer com que a carne ficasse mais pesada e o lucro fosse maior. As empresas se defendem das acusações. Para conseguirem burlar as regras e fazer com que a carne podre chegasse às mesas dos brasileiros, os empresários envolviam vários servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária em um esquema de corrupção.

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Alguns ganhavam carne como propina para fazer "vista grossa" a alguns produtos vencidos.

A gravidade da situação é tão grande que países da União Européia já solicitaram uma reunião de emergência com o Brasil, afim de entender a gravidade da situação. Alguns lotes de carne estão sendo retirados do mercado. #Crime #Investigação Criminal