Em vídeo que circula na internet um detento acusado de estupro admite que abusou de três mulheres. Ele confessa também que também foi vítima de estupro.

O vídeo foi feito aparentemente por outro detendo, que faz algumas perguntas ao preso em tom acusatório.

Na edição, informações não confirmadas dão conta de que o acusado estaria chorando e implorando para sair da cadeia por não aguentar mais ser abusado pelos demais encarcerados. Áudio do conteúdo ainda afirma que o sujeito teria levado o troco na cadeia por sua postura pervertida em liberdade.

Em meio aos criminosos, há um código de conduta que não aceita entre os crimes a prática de estupro.

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Normalmente, esse tipo de preso fica em áreas separadas dos demais presos comuns, justamente por conta dos riscos de represálias e até de morte.

Não há a identificação do suspeito que aparece no vídeo. Mas ela confessa que foi estuprado em outras custódias, respondendo à indagação do cinegrafista amador. “Quantas pessoas te estuprou (sic)?”, questiona. A resposta é “um bocado”.

O sermão inclui várias perguntas, dentre elas por que que o acusado fez o que fez. “Tua acha bom ser estuprado? Você gostou de ser estuprado? Não? Então por que tu faz isso aí (sic)”.

O preso responde com uma só palavra: fraqueza. “Que fraqueza? Caça um cabaré pô. Tu não trabalha não? Isso é sem vergonhice”.

E continua com o discurso inquisitório, ao perguntar quantas mulheres ele fez mal. “Só três”, admite o suspeito.

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“Não era bom se não tivesse feito? Aí tu foi estuprado por quantos caras? Mais de dez?”. A resposta afirmativa vem com um balançar de cabeça.

O vídeo chega ao final com recursos que visam tirar sarro das condições em que devem se encontrar o suspeito depois da agressão sexual em série.

Pelo visto, nem a legislação criminal oficial e nem os códigos de conduta nos presídios estão sendo eficazes em desestimular esse tipo de ocorrência. Levantamento dos registros policiais por estupro no Brasil mostra que o número de presos condenados por este delito em de 2012 a 2014 é muito menor do que a quantidade de boletins de ocorrência de mesmo teor.

Nesses período houve 148.960 BOs por estupros nas delegacias. Mas os presos por este #Crime são apenas 42.737. Os dados mostram que a quantidade estupradores punidos é 3,5 vezes menor do que as denúncias.

#Investigação Criminal