A Polícia Civil de São Paulo continua com a investigação relacionada ao #assassinato de um homem que ocorreu dentro de uma das Catedrais da Fé da #Igreja Universal do Reino de Deus, o templo de Santo Amaro, situada na zona sul de São Paulo. Na capital paulista esta é maior instalação da igreja de Edir Macedo que além de fundador da organização religiosa também é o dono da Rede Record de Televisão.

De acordo com o processo envolvendo o #Crime os principais suspeitos do assassinato são os próprios seguranças do templo. Segundo informações, Ronaldo Bispo dos Santos, 48 anos, desempregado, teria sido agredido e espancado quando pediu para usar um dos banheiros da igreja.

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A vítima morreu quatro dias depois do ocorrido.

A notícia e os detalhes sobre o caso começaram a surgir há pouco tempo. Entretanto, não é novidade. O espancamento aconteceu no final de 2016. Desde então a investigação estava a cargo da delegacia regional. A unidade não conseguiu identificar nenhum dos agressores. Com isso, a Polícia Civil decidiu passar a responsabilidade de conduzir as investigações para o departamento de homicídios.

O caso estava sendo investigado sob sigilo. Segundo informações dos familiares das vítimas, nem mesmo eles estavam conseguindo obter detalhes sobre as investigações da polícia.

Até o momento já foram ouvidas 13 pessoas entre familiares da vítima, a equipe de segurança e responsáveis pela administração do templo de Santo Amaro. Nenhum dos ouvidos admitiu o envolvimento no crime.

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Segundo a própria polícia, um dos principais obstáculos às investigações, é a falta de imagens de câmeras de segurança. De acordo com a Igreja Universal do Reino de Deus, elas estavam inoperantes para manutenção.

A Catedral da Fé de Santo Amaro foi inaugurada em 1998. Possui capacidade para 6.000 pessoas e está situada na Avenida João Dias.

A Igreja Universal em contato com jornalistas afirmou que está colaborando com as investigações da polícia. Ainda assim, ela ressalta que acredita que as agressões contra o desempregado tenham ocorrido do lado de fora do templo.

A polícia ficou sabendo do caso pelos próprios relatos da vítima ainda no hospital. Segundo parentes ele havia apenas pedido para usar o banheiro e que sem nenhum motivo aparente, o segurança passou a agredi-lo, sendo que na sequencia outros dois homens se juntaram nas agressões. Os relatos apontam que tudo ocorreu no estacionamento do templo.