Marcas grandes, como a Friboi, Perdigão, Seara e Sadia estão envolvidas em uma mega operação da Polícia Federal, a operação 'Carne Fraca'. Os policiais descobriram que os frigoríficos dessas marcas vendiam de carne estragada à imitação de carne, fazendo mistura com carne de cabeça e papelão. O resultado estranho e até macabro foi reportagem nesta sexta-feira, 17, no G1, o portal de notícias da Globo. A carne fora dos padrões era vendida no mercado nacional e também no internacional. Para que as fraudes passassem, um grande esquema de corrupção estava envolvido. Servidores de órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estariam envolvidos.

A polícia conseguiu gravações conseguiu gravações que mostram que as empresas BRF e JBS cometiam diversas ilegalidades.

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Esses frigoríficos são responsáveis pela distribuição da carne para as marcas citadas no início dessa reportagem. Alguns frigoríficos menores também estariam envolvidos na fraude, que envolvia até produtos químicos colocados na carne. Alguns lotes de frango, por exemplo, tiveram a carne trocada por papelão. Um dos investigados da ação, Antônio Piccin, foi flagrado conversando com a esposa, Nair, solicitando que "carne de cabeça" fosse colocada em lotes de linguiça. O uso desse tipo de carne é proibida. Eles tiveram a prisão preventiva decretada.

Dono do frigorífico Larissa, em São Paulo, Paulo Rogério Sposito, também foi flagrado na Operação 'Carne Fraca'. Em um telefonema, ela manda que um funcionário troque a data dos produtos prestes a vencer, vendendo assim carne podre. No áudio, eles chamam um fiscalizador da região de "filho da p*" e se aproveitavam do fato de que naquele dia ele estaria de folga para burlar a data de validade da carne.

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Os alvos de prisão preventiva foram expedidos pela justiça a 26 pessoas. Outras 11 tiveram mandado de prisão temporária solicitada. 81 também tiveram mandado para serem levados coercitivamente para depôr sobre as graves acusações. Já os mandados de busca e apreensão serão feitos em 71 estabelecimentos. #Crime