Incrédula, Sônia de Fátima Moura ainda não consegue admitir a saída de #Bruno Fernandes da prisão. Aos 51 anos, a mãe de #Eliza Samúdio, morta em 2010, lamenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que por meio de habeas corpus permitiu que o goleiro aguarde o julgamento dos recursos do seu processo em liberdade. Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos em júri popular pela morte de Eliza - homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e ocultação de cadáver.

Em entrevista concedida ao jornal Extra, Sônia confessa estar bastante receosa com a saída do goleiro da prisão. Para ela, Bruno segue demonstrando ter um perfil "sarcástico, debochado", capaz de voltar a fazer algum mal.

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A mãe de Eliza vive da venda de salgados e tem a guarda de Bruninho, filho de Bruno e Eliza e principal pivô da briga que resultou na morte da ex-modelo.

Sônia garante que, em sua casa, não permite televisão ligada e nada que possa remeter ao polêmico caso - que voltou à mídia com a liberação de Bruno e sua recente contratação junto ao #Boa Esporte, clube do interior de Minas Gerais. Ela conta que Bruninho sabe da morte da mãe, mas o menino de 7 anos até hoje está sendo poupado dos detalhes sórdidos que envolveram o crime. A mãe de Eliza admite estar com medo.

"Claro que tenho medo, e não era para ter? Lá atrás a minha filha tinha um bebê de quatro meses no colo e foi pega, arrastada, esquartejada. Agora ele anda livre, leve e solto, dando risada na cara da sociedade e sendo sarcástico como sempre.

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Dá entrevista de cara lavada, sem o menor respeito por nada nem por ninguém", desabafou a vendedora.

Na sequência da entrevista, ela detalhou um pouco mais do seu medo, agora, com a liberdade de Bruno. Ela teme pela sua própria integridade física e também a de Bruninho.

"Eu tenho medo que ele mande os comparsas dele me procurar. Mas não para diálogo, conversa, nada disso. Tenho medo que ele nos procure para terminar o que ele começou lá atrás", contou.

Segurança pessoal e críticas ao Boa Esporte

Sônia alega também que nenhuma medida de segurança extra foi tomada pela família. A comerciante conta que a segurança dela e de Bruninho "é Deus" e mais nada. Eles não andam com escolta e apenas contam com o auxílio de amigos próximos e vizinhos.

Em suas declarações, Sônia lamentou demais a postura do Boa Esporte, clube que abriu suas portas para o retorno de Bruno ao futebol. Ela entende que o objetivo do clube é apenas aparecer na mídia e aproveitar para tirar alguns minutos de fama no meio desse polêmico e triste episódio.

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"Estão querendo aparecer na imprensa, mas estão fazendo isso de uma forma negativa. Está uma coisa muito feia. Deveriam encontrar outras formas de valorizar o trabalho feito pelo time", disse.

Apesar dos fortes apelos contrários à contratação nas redes sociais, e também da perda de patrocinadores, o Boa Esporte manteve a contratação do goleiro, que inclusive já assistiu um jogo do novo clube. Bruno ganhará cerca de 15% do que ganhava quando vestia as cores do Flamengo. O Boa Esporte disputará a segunda divisão nacional em 2017.