Depois do Supremo Tribunal Federal (STF) conceder Habeas Corpus ao assassino de Eliza Samúdio, o que causou revolta em todo país, a mãe da vítima, Sônia de Fátima Marcelo da Silva de Moura, recorreu imediatamente contra a soltura do ex goleiro.

Como assistente de acusação, ao lado do Ministério Público (MP), Sônia afirma, através do recurso, que a liberdade de #Bruno significa colocar em risco a segurança dela e a do neto, filho de Bruno com Eliza, que ficou sob sua guarda desde a morte da filha.

Sônia alega ainda que a condenação de Bruno não diz respeito somente ao crime de assassinato, mas também à agressão sofrida pela vítima enquanto gestava.

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Além disso, Sônia diz que Bruno já manifestou interesse em "colocar as mãos na criança"; ela ressalta que "ele é um indivíduo frio, violento e dissimulado, e que seu comportamento foge aos padrões normais de personalidade".

Entenda a decisão do STF

No dia 21/02/2017, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (#STF), deferiu liminar concedendo Habeas Corpus para o assassino de Eliza. O ex goleiro havia sido condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza, e pelo sequestro e cárcere privado do filho dos dois.

Bruno, embora condenado, estava preso preventivamente, pois está aguardando o julgamento de sua apelação junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Conforme Marco Aurélio Mello, há excesso no prazo dessa prisão, e o goleiro poderá aguardar tal julgamento em liberdade.

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Caso a decisão do recurso seja negada, a condenação é mantida e Bruno retorna para a prisão.

A soltura de Bruno causou clamor social. Milhares de pessoas manifestaram revolta nas redes sociais. Dona Sônia, Mãe de Eliza, se mostra desolada e se sente desprotegida.

É na casa da atual mulher, a dentista Ingrid Calheiros, que fica situada em um condomínio de luxo na zona oeste do Rio de janeiro, chamado Pedra do Recreio, que Bruno passa seus dias de liberdade.

A defesa de Bruno informa que pedirá exame de DNA para saber se ele é realmente o pai da criança, e comenta que Bruno recebeu proposta de 9 times de futebol para voltar aos campos. Três seriam do Rio de janeiro, três de Minas Gerais, dois de São Paulo e um de Brasília. Um deles é o Betinense, da região metropolitana de Belo Horizonte.