Se é verdade o ditado de que o “peixe morre pela boca”, o mesmo deve valer para os soldados da bandidagem que abusam da vaidade na web. Nesse caso, a expressão popular em tempos modernos de integração digital na criminalidade passaria para “marginal morre pelas redes sociais”.

É o que pode acontecer com um usuário do Facebook suspeito de pertencer a uma facção criminosa. O marginal, cujo perfil é identificado como TL da Parma, está abusando do compartilhamento de imagens ousadas.

Nelas ele exibe o próprio poderio bélico e também o de um grupo de bandidos. Nas imagens, TL da Parma aparece empunhando pistolas na cintura e metralhadoras nas mãos.

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Em outra postagem ele está em meio a um grupo de meliantes fortemente armados. Neste post ele escreve que um bom filho sempre retorna à casa.

E ainda faz ameaças a quem supostamente teria saído do CV (Comando Vermelho). Nas fotos há o cuidado dos rostos não aparecerem.

Na time line do sujeito há fotos também de drogas. Numa delas ele aparece com um punhado de maconha em um papel, prestes a ser transformada em um baseado.

Pelas postagens é fácil perceber que o marginal é de alguma comunidade do Rio de Janeiro, pois publica imagens do Morro do Vidigal e do Complexo da Penha.

Páginas especializadas em noticiar ocorrências policiais já deram o alerta para a necessidade de investigar e identificar quem é o dono do perfil, que segue comunicativo no mundo virtual.

De forma irônica, o soldado do #Crime se autodenomina “Filho de Deus” e em várias postagens agradece ao Senhor, com arma na mão, a oportunidade de ter mais um dia de vida.

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TL do Parma também tem pinta de filósofo. Diz que é marginal porque está à margem das coisas mentirosas e também da inveja e da ganância. Mas em outros momentos diz sonhar com o dia que poderá “andar tranquilo no morrão”.

Diz ter visão ampla e dá conselhos aos seus amigos virtuais alertando que é preciso valorizar suas coroas, pois “existe ex-namorado, ex-marido, mais não existe ex-mãe”.

Sobram orientações para os iniciantes no crime ao se dirigir aos menores que andam querendo entrar pro crime atrás de fama: “bandido mesmo quer é dinheiro menorzada”, avisa. E completa: “quer ser famoso vai trabalhar na globo”.

#Investigação Criminal