Um mulher de 48 anos foi presa no dia 15 de março, quarta-feira, em Vitória, Espírito Santo, denunciada pelo pai após visita do filho. Ela é acusada de torturar a criança há pelo menos um ano, conforme foi constatado pela polícia, ao notar algumas feridas mais antigas.

Ao perceber diversas marcas de queimadura, pelo corpo, na boca e também na língua do garoto, de apenas 4 anos de idade, o pai, que apenas o vê de 15 em 15 dias, questionou o menino que, então, contou que sua mãe esquentava talheres para o queimar, como forma de punição.

A criança foi levada à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente pelo pai no dia 22 de fevereiro, para relatar tudo o que havia lhe ocorrido.

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Com a declaração do garoto e com as fotos das marcas como prova, foi instaurado inquérito que passou a ser acompanhado pelo Conselho Tutelar.

Ao ser abordada em sua casa pela polícia, a mulher afirmou que se tratava de um ato corriqueiro, o qual fazia como castigo quando o filho se comportava mal, sem reconhecer a gravidade das lesões.

O delegado responsável, Lorenzo Pazolini, disse que, em depoimento, depois de ser presa, a dona de casa acabou confessando o #Crime e disse estar arrependida. Segundo ela, batia e queimava a criança com o intuito de educá-la, dizendo ainda que o último episódio, em que esquentou uma colher para queimar a língua do filho, ocorreu porque ele pegou suco na geladeira sem pedir.

O garoto se encontra em um abrigo do Conselho Tutelar. Seu pai, separado da mulher há cerca de três anos, alegou não poder ficar com o filho, pois, devido ao trabalho, não teria ninguém para tomar conta do menino.

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A mãe foi encaminhada a um presídio e se encontra à disposição da justiça.

A mulher tem ainda outros dois filhos, um adolescente de 17 anos e uma jovem de 21. Caso a investigação mostre que ambos tinham ciência dos atos de tortura praticados pela mãe, serão também indiciados, podendo responder pelo mesmo crime, de tortura, devido à omissão. A condenação pode resultar em pena de dois a oito anos de reclusão. #Abuso #Casos de polícia