Organizações de mulheres de mais de 40 países estão unidas nesta greve, que visa protestar contra o assassinato de mulheres, as agressões diversas (físicas e psicológicas), contra o estupro, a discriminação que sofrem na sociedade, no mercado de trabalho, entre outras formas de rebaixamento do gênero feminino. Entidades sindicais e dos movimentos sociais apoiam o movimento.

Com o lema “Se nossas vidas não importam, que produzam sem nós”, a Greve Internacional de Mulheres, visa paralisar nesta quarta-feira (8). O movimento terá muitas marchas de mulheres pelo mundo todo, portarão faixas e cartazes com suas demandas sociais e exigir a adoção de medidas urgentes, por parte das autoridades competentes, quanto às garantias dos direitos das mulheres.

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No Rio de Janeiro, as mulheres farão concentração, às 16h, na Praça da Candelária, Centro do Rio de Janeiro. Mas ocuparão diversas ruas do Centro do Rio para demonstrar seu #Protesto, inclusive contra as reformas da Previdência e Trabalhista. A Associação dos Docentes da UFF (Universidade Federal Fluminense), entre outras entidades sindicais estão contribuindo para a greve internacional.

As mulheres organizadas pela Aduff farão concentração às 14h30 na Praça Arariboia, no Centro de Niterói (em frente à estação das barcas Rio-Niterói). E seguirão para a Praça da Candelária, às 16h, onde integrarão a grande marcha pelo Centro do Rio.

Como participar criativamente

Este movimento internacional tem consciência de que nem todas as mulheres conseguirão fazer a paralisação, em função das pressões do mercado de trabalho.

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Assim, pede-se uma adesão criativa, como paralisar por uma hora as atividades domésticas, como forma de demonstrar a importância de suas contribuições não só em suas famílias, mas na sociedade como um todo. Usar roupas e bijuterias nas cores lilás, reunir as amigas para conversar sobre o significado deste dia, suas demandas, colocar bandeirolas, fitas, entre outros itens, em tons de lilás, em áreas para que o maior número de pessoas possa ver.

No trabalho, por exemplo, pode-se fazer uma paralização de uma hora, formar grupos de discussão, devidamente vestidos nos tons lilás. Assim, ficará marcada que a ausência das mulheres cria um grande vácuo na produção laboral nesta hora, e, por conseguinte a intuição do que seria uma ausência das mulheres por longos dias e meses.

As organizações propõe que esta paralisação seja no período de 12h30 a 13h30, é a "Hora M". Todas paralisarão neste momento, em todo o Brasil.

Para a diretora da Aduff-SSind, Bianca Novaes, este movimento "se coloca em um lugar muito claro para a luta feminista atual, das mulheres trabalhadoras; permite-nos fazer uma comemoração sem um cunho conservador ou neoliberal”.

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Para a argentina Cecilia Palmeiro, a greve internacional das mulheres seguirá o exemplo da greve organizada na Argentina, em 2016, e apresenta novas sugestões para adesão ao movimento, notadamente por quem não pode para o dia inteiro. Palmeiro é do movimento "Ni Una Menos".

Ela disse que foi impactante as mulheres pararem por uma hora suas atividades. "Deu super certo. Nos vestimos também de preto, todas. Era muito interessante visibilizar a cumplicidade entre nós".

No caso do movimento referido por Palmeiro, as mulheres se vestiram de preto. Mas para este oito de março, pede-se vestir nos tons lilás. "É uma ação para nós ficarmos juntas, sei lá, 15 minutos. Você pode deixar de trabalhar 15 minutos, meia hora, uma hora, o que der, está ótimo”, disse Palmeiro.

Além do Rio de Janeiro, a paralisação prevê cobrir diversas cidades brasileiras, do Rio Branco (Acre) a São Borja (Rio Grande do Sul), de Quixadá (Ceará) a Florianópolis (Santa Catarina).

Fiquemos atentos a este movimento que promete impactar e aumentar nossas consciências quanto ao respeito aos direitos das mulheres. #Dia Internacional das Mulheres de 2017 #Mulher