Parece notícia falsa, mas não é. Um dos chefões da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que está foragido, pediu proteção policial.

Por meio de seu advogado, o número 3 na hierarquia do PCC, conhecido como Gegê do Mangue, aponta que enxerga os riscos de revides contra parentes por parte de alguns policiais. O defensor, Isaac Minichilo de Araújo, já solicitou proteção policial e alega que os familiares também estão se sentindo ameaçados, mas o pedido não foi atendido.

O criminoso saiu da cadeia por determinação judicial no início do mês passado, porém não voltou a se apresentar à Justiça na data de seu julgamento pela acusação de duplo homicídio.

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Após a ausência, Gegê teve a prisão preventiva expedida e passou a ser apontado oficialmente como foragido.

Conforme o ofício encaminhado pelo advogado à Secretaria de Segurança Pública e ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, o acusado e seus familiares têm medo que ‘maus policiais’ atentem contra as integridades físicas e moral dos parentes.

Segundo o ofício, há relatos de policiais que supostamente teriam tentado simular confrontos para escamotear assassinatos. Também foram narradas situações em que teriam tentado inserir drogas em pessoas da família para arquitetar uma detenção por tráfico.

No ofício enviado ao Departamento de Homicídios, o advogado reforça que mesmo antes de seu cliente ser solto, várias ameaças de morte contra ele e contra a defesa foram feitas nas redes sociais.

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Houve ainda menção no documento a veículos e motocicletas suspeitos que passaram a circular nas proximidades da casa da família e também de seu escritório.

Araújo solicita ainda a análise de imagens de câmeras de seguranças das vias próximas para averiguar essas aproximações suspeitas e também pede que investigadores façam diligências para identificar os ocupantes destes veículos.

Por fim, solicitou proteção para Gegê do Mangue, para sua esposa e filhos do casal, bem como para a irmã Renata Jeremias de Simone e todos os demais defensores que atuam no escritório jurídico, com sede na zona sul de São Paulo.

Para a Secretaria de Segurança Pública, no entanto, o foragido e seus familiares não se enquadram no Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). O benefício é oferecido a colaboradores que fornecem dados em investigações ou processos criminais. #Crime #Casos de polícia