Com apoio da Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), o senador #Paulo Paim (PT-RS) conseguiu reunir o número necessário de assinaturas dos senadores para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social, que investigará a real situação financeira da Previdência Social, os desvios de verbas, fraudes, sonegações, entre outras irregularidades ocorridas nos últimos 20 anos.

O senador Paim ressaltou no Plenário do #Senado Federal, nesta segunda-feira (13): "Nós não queremos também que acabe com a Previdência do povo brasileiro. É uma proposta, esta CPI da Previdência e defender a Previdência que unifica a todos.

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Não é ideológico. Não é partidário. É de interesse do nosso povo".

A Nação brasileira precisa urgentemente que se traga à luz do dia o que está por trás do velho argumento de déficit da Previdência, bem como revelar o total de recursos sonegados deste importante benefício social.

Para que ocorra a instalação de uma CPI no Senado Federal, o parlamentar precisava reunir assinaturas de dois terços dos 81 senadores (ou 27 assinaturas). Conforme informou a assessoria de imprensa da Cobap, no dia 23 passado, o senador Paulo Paim conseguiu reunir 29 assinaturas, número suficiente. No entanto, em 3 de março, o senador Paim manifestou o desejo de reunir de 35 a 40 assinaturas, e assim conseguir uma margem folgada para cobrir eventuais retiradas de assinaturas.

Nesta segunda-feira (13), o senador informou ter reunido 42 assinaturas de senadores e que a expectativa é alcançar 50.

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Ou seja, a CPI da Previdência Social avança a passos largos.

O senador Paulo Paim dissera, no dia 3, que ingressaria com o pedido de CPI no final de março. No entanto, retificou, nesta segunda (13), que fará o pedido de CPI na terça-feira (21), às 15h, na mesa do Senado. Fica entendido que a antecipação foi em função do crescente número de adesões à CPI da Previdência Social.

Em discurso no Senado, na sexta-feira (10), o senador Paim disse que “os pequenos municípios estão sentindo que essa reforma [da Previdência] vai acabar com a vida deles. No Rio Grande do Sul, de 497 cidades, já recebi em torno de 130 moções de repúdio”.

Cabe destacar, ainda, que as adesões de senadores à instalação da CPI reúnem diversos matizes político-ideológicos, e que estão conseguindo enxergar o bem maior do povo brasileiro e da Nação, em detrimento de divergências políticas e de pressões palacianas.

“Não existe déficit na Previdência, tem roubo”

A Cobap sublinhou que esta CPI será um fato inédito em 92 anos de existência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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“Vamos provar de uma vez por todas que não existe déficit na Previdência. Não tem rombo, tem roubo. Muita gente vai parar na cadeia. Será pior que a Operação Lava Jato”, disse o presidente da Cobap, Warley Martins, autor da ideia assumida pelo senador Paulo Paim.

Uma vez instalada a CPI, o Senado deverá concluir as investigações em 120. Há ainda, segundo senador Paulo Paim, a possibilidade de ser criada uma segunda CPI, mista, reunindo Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Feliz com o desempenho da campanha, Martins declarou: "Tudo conspira contra essa maldita reforma [da Previdência]. É a mão de Deus que vai nos ajudar a combater as futuras injustiças". #Reforma da Previdência