Em mais um desdobramento da Operação Carne Fraca, a Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON) determinou que 3 frigoríficos dos 21 investigados pela Polícia Federal terão de recolher as carnes vendidas e devolver o dinheiro dos consumidores. A medida se deve ao fato de que entre os produtos vendidos é possível que haja carne estragada. Serão recolhidos os produtos do supermercado e os que já foram comercializados também.

A SENACON, órgão diretamente ligado ao Ministério da Justiça, informou também que os frigorícos Souza Ramos, Transmeat e Peccin têm cinco dias para dar início ao cumprimento da determinação.

Dentro os três frigorificos notificados, o Peccin chegou a ter suas unidades interditadas.

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A empresa, que tem base em Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba, é suspeita de uso de carne estragada em salsicha e linguiça, uso de carne mecanicamente separada acima do permitido, além do uso de aditivos acima do limite ou de aditivos proibidos que podem ser nocivos à saúde.

O Brasil é um dos maiores produtores de carne do mundo. A operação deflagrada pela PF investiga propina paga aos fiscais do Ministério da Agricultura para facilitarem licenças, a matéria prima utilizada nos frigoríficos e doações suspeitas das empresas JBS-Friboi e a BRF a políticos do PP e do PMDB. Cerca de 30 servidores do Ministério da Agricultura foram afastados da pasta por estarem sob investigação.

A JBS-Friboi e a BRF viram suas vendas internacionais despencarem nos últimos dias. Com a repercussão negativa, as exportações foram suspensas em vários países, entre eles China, Japão, México, Chile e Emirados Árabes, além de países da União Européia.

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Proprietárias de grandes marcas, como a Seara, Sadia, Perdigão entre outras empresas, são acusadas de vender carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a repercussão da 'Carne Fraca' se deu de forma exagerada e há um grande risco de a carne brasileira perder espaço no mercado interno e internacional. #Temer #Política #Corrupção