A Polícia Federal deflagrou a "#Operação carne Fraca", nesta sexta-feira (17), e deixou os brasileiros atônitos com as informações envolvendo JBS, grupo que controla marcas como Swift, Friboi, Maturatta, Big Frango e Seara, e BRF, grupo criado com a fusão de Sadia e Perdigão. Outras empresas também estão envolvidas.

No Twitter, internautas criticaram os globais Luciano Huck, Angélica, Fátima Bernardes e Tony Ramos, que fizeram ou fazem propaganda para as marcas envolvidas em esquema de corrupção e adulteração de alimentos.

Os apresentadores Luciano Huck e Angélica são garotos-propaganda da Perdigão. Em um comercial, Angélica aparece comendo um cachorro quente.

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Informações da PF dão conta de que carnes estragadas foram usadas nas composições de salsichas e linguiças.

O ator global #Tony Ramos, que faz propaganda da Friboi, cujo slogan é “Carne confiável tem nome”, afirmou que está surpreso com a notícia, disse que acredita na qualidade dos produtos que já fez campanhas publicitárias, mas informou que entraria em contato com a empresa de publicidade que o contratou para saber mais detalhes.

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“Espero que se apure a verdade”, disse.

#Fátima Bernardes ainda não se pronunciou. Ela ganhou milhões ao virar garota-propaganda da Seara. O contrato foi assinado logo depois que a jornalista deixou a área de jornalismo da Globo e se transferiu para a linha de shows – a emissora proíbe seus jornalistas de fazerem propaganda.

“A qualidade vai te surpreender”, repete a apresentadora do programa “Encontro” nos comerciais da Seara. O cantor Roberto Carlos também fez propaganda para a Friboi, em 2014.

Em meio às críticas, teve internauta lembrando de marcas que não estão envolvidas na "Operação Carne Fraca"

Esquema

Fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura recebiam propina para facilitar a adulteração de alimentos.

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De acordo com a PF, “eram emitidos certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”.

A Peccin Agro Industrial utilizada ácido ascórbico para maquiar os produtos que vendiam. A substância, quando consumida em excesso, é cancerígena. O frigorifico Souza Ramos está envolvendo em fraude de alimentos distribuídos em escolas do Paraná. No lugar de carne de Peru, era utilizada carne de frango.

O frigorífico Larissa vendia carne estragada e as transportava fora da temperatura adequada.

Em nota, a JBS negou irregularidades. A BRF garantiu que colabora com as autoridades e que cumpre todas as normas referentes à produção e comercialização de seus produtos.