Há seis meses realizando um trabalho na Pastoral do Fraternidade e Caridade, o #Padre Wagner Lopes Ruivo, conhecido na comunidade como padre Waguinho, da Paróquia São José Operário, na Vila Progresso, em Sorocaba (SP), revelou que na última segunda-feira (20), foi impedido por Guardas Civis de dar sopa aos #Moradores de Rua. Ele gravou um vídeo (veja mais abaixo) onde expôs toda sua indignação contra a Prefeitura da cidade, a qual acusa de ter sido a responsável pela proibição..

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Ele explicou que o número de moradores de rua aumentou nos últimos tempos, muito devido à crise econômica. O padre falou ainda que esse trabalho é realizado há seis meses reinserindo essas pessoas na sociedade, além de fazer o acompanhamento das grávidas.

“Ontem (segunda-feira) nossos membros da pastoral foram autuados por alguns policiais, que vieram com um papel dizendo que esse trabalho está proibido, dando a entender que nós estamos aumentando os moradores de rua, quando na verdade é o contrário”, disse. O padre Waguinho também não poupou críticas ao prefeito da cidade, José Crespo (DEM).

Segundo o religioso, o chefe do Executivo está tentando mandar essas pessoas para outros lugares. “Será que o Programa Cidade Linda do prefeito é limpar os pobres e jogá-los fora para que a cidade fique limpa e cheia de jardins”, questionou.

Ele falou ainda que desde então eles estão proibidos de distribuir as sopas e ainda foram ameaçados. “Se forem pegos, fazendo esse crime terrível de alimentar os pobres, novamente, serão autuados”, afirmou padre Waguinho.

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Assista ao vídeo divulgado pelo religioso:

Mal-entendido

A Prefeitura de #Sorocaba se manifestou sobre o caso negando qualquer proibição e afirmando que o episódio não passou de um mal-entendido. Responsável pela referida ação, a Secretaria de Igualdade e Assistência Social informou que na verdade houve uma abordagem com o objetivo de orientar os moradores de rua e convencê-los a aceitar o acolhimento do órgão.

A Prefeitura ainda ressaltou o apreço que tem pelo trabalho desenvolvido pelo religioso e que nunca cogitou proibir a prática. Por fim, a secretaria ainda informou que convidará o padre para participar de um projeto que visa promover ações de assistência social.