Um grande susto tomou conta das pessoas, nesta quarta-feira (08), em frente ao Tribunal Regional Eleitoral (#TRE), em São Paulo. Seguranças do tribunal acionaram a polícia quando desconfiaram de uma maleta preta que estava bem em frente ao prédio. Eles imaginavam que podia ser uma bomba. A polícia chegou e isolou a área, pedindo para os pedestres não se aproximarem. Um dos vigilantes comentou que na situação que o país vive hoje, qualquer coisa pode acontecer.

Bem nesta quarta foi ouvido por videoconferência Luiz Eduardo da Rocha Soares, um dos delatores da construtora #Odebrecht e Beckembauer Rivelino de Alencar Braga, dono de uma gráfica que realizou serviços para a campanha da chapa Dilma-Temer, nas eleições em 2014.

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Uma ação do PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico e de ter usado recursos ilícitos para ganharem as eleições.

Situação inusitada

Depois de 30 minutos, uma grande surpresa. Um homem se aproximou dos policiais dizendo que a maleta era dele. O homem trabalhava numa empresa de manutenção de impressoras e mostrou aos policias que na maleta só tinha suas ferramentas de trabalho. Segundo o dono do objeto, ele guardou vários equipamentos no porta-malas de um carro e acabou esquecendo a maleta no chão e voltou para buscá-la.

O sargento conferiu seus documentos e disse que por pouco não chamou o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais).

Acareação

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, é relator da ação que julga a cassação da chapa Dilma-Temer.

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Ele marcou para esta sexta-feira (10), uma acareação entre o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-vice-presidente de Relações Internacionais, Claudio Melo Filho e Hilberto Silva Mascarenhas, ex-funcionário do setor de propinas da construtora.

O objetivo do ministro é esclarecer contradições que ocorreram nos julgamentos. Entre as contradições, a que mais chamou a atenção é a participação do presidente Michel Temer em um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014.

O empresário Marcelo Odebrecht disse que não foi tratado nada de valores com Temer, quem fez toda a negociação foi Melo e o ministro Eliseu Padilha.

Já Claudio Melo afirmou que Odebrecht deu para Temer R$ 10 milhões como contribuição ao PMDB. E o dinheiro foi entregue diretamente para o presidente. #Casos de polícia