Ele foi condenado por mandar matar a mãe de seu filho para evitar ter de pagar pensão. O corpo da vítima foi jogado aos cachorros e pode estar enterrado como lixo humano em algum lugar do Brasil. Os restos mortais podem nunca ser encontrados para que a mãe da vítima tenha o mísero conforto de sepultá-los com dignidade.

Depois de tudo isso, o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza foi solto na semana passada, com direito a tirar selfies com os fãs.

Uma parte do Brasil percebe as enormes contradições desta situação e recorreu à internet para tentar demostrar o teatro do absurdo presente em nosso mundo criminal. Assim surgiu uma petição online, que pede para que assassino aponte para a mãe da vítima, Eliza Samudio, onde está o corpo de sua filha.

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O manifesto, que até o início da tarde desta segunda-feira (6) contava com mais de 17 mil assinaturas, pede ainda para que nenhum clube de futebol brasileiro abra suas portas para dar qualquer tipo de emprego ao ex-detento.

Diz o texto da petição que uma condição para que o criminoso demonstre seu real arrependimento é dizendo à mãe onde está sua filha, para um enterro decente.

O ex-goleiro do Flamengo foi condenado pelos crimes de sequestro, assassinato e ocultação de cadáver. Os internautas que assinaram o documento digital não concebem a possibilidade do ex-atleta ter sua imagem novamente associada ao esporte, seja na condição de jogador ou mesmo de treinador de adultos ou crianças, em órgão público ou privado.

Para os criadores da petição, jogadores são considerados ídolos e este tipo de exemplo não é admissível para as novas gerações em formação.

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Bruno tem hoje 32 anos de idade e saiu da prisão no dia 24 de fevereiro, beneficiado por um habeas corpus, após decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

A sentença que o condenou foi proferida em 2013, e compunha 22 anos e três meses de detenção. No entanto, Bruno ficou atrás das grades apenas seis anos. O ex-atleta deixou o complexo penitenciário de carro, ao lado da esposa, Ingrid Calheiros, e acompanhado de seus advogados. #Crime #Casos de polícia