Em entrevista ao jornalista Ricardo Feltrin, do portal UOL, o presidente da Associação Brasileira de TVs por Assinatura (ABTA), Oscar Simões, confirmou que as operadoras não irão aumentar o preço de seus pacotes para ter o sinal da TV aberta disponível. A ação, movida desde fevereiro pela joint venture #Simba (grupo formado por SBT, Rede TV! e Record), deseja receber para liberar o sinal digital para os usuários.

Para Simões, se a Simba insistir na cobrança, é provável que deixem o catálogo de canais disponibilizado pelas operadoras, já que a decisão de retirar o sinal é somente da joint venture, e não das TVs por assinatura.

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Segundo o presidente da ABTA, no cenário econômico atual do Brasil, é impossível propor qualquer aumento de preço nos pacotes oferecidos pelas operadoras. "Os consumidores não podem arcar com um aumento de mensalidade e tampouco as operados podem absorver este custo, porque isso reduziria ainda mais a sua capacidade de investimento", completou Simões.

Caso aconteça de SBT, Rede TV! e Record desligarem seus sinais das TVs por assinatura, os usuários precisarão do adaptador ou terão que instalar a antena para captar os sinais digitais. Em 29 de março, o sinal analógico será desligado no estado de São Paulo.

TV por assinatura x serviço por streaming

Simões, ainda em conversa com Feltrin, comentou sobre os serviços de streaming, como a Netflix, que aumentam seus números mensalmente. Para o presidente da ABTA, este tipo de serviço não ameaça a existência da TV por assinatura, mas complementa.

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Recentemente, mais precisamente no dia 27 de fevereiro, o presidente da Netflix, Reed Hastings, esteve no mobile World Congress e previu que, em 20 anos, 90% dos vídeos estarão online. “Isso é uma nova oportunidade de crescimento e não um risco”, comentou, acrescentando que o que representa o risco é a luta desigual entre as operadoras - que pagam impostos inumeráveis - e as novas plataformas que estão oferecendo vídeo sem precisar cumprir as mesmas regras tributárias e regulatórias. #Televisão