A assistência que os programas sociais oferecem aos detentos tem mudado a realidade de alguns presídios brasileiros. É o caso das unidades prisionais de #alagoas, que há seis anos não registram rebeliões no estado. Segundo a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), a última #Rebelião aconteceu em dezembro de 2010.

Para a Secretaria, as parcerias realizadas com instituições religiosas para promover um ambiente de paz nas cadeias são fundamentais, além do investimento em capacitação profissional, aparelhamento das unidades e ações de humanização nos presídios.

Para a subchefe do presídio do agreste, Débora Amorim, o ambiente da unidade fica mais tranquilo após os encontros religiosos.

Publicidade
Publicidade

"Acredito que a religião é o ponto de partida para a ressocialização. Os internos agradecem e elogiam esse trabalho, afirmando que fica mais fácil cumprir a pena ouvindo palavras de otimismo", revela a agente penitenciária.

Para o pastor Nereu Amorim, responsável pelo grupo social 'Universal nos Presídios', da #Igreja Universal do Reino de Deus, a parceria com a Secretaria é muito importante. “Nós temos muita afinidade com a Seris, pois os gestores propiciam todo o apoio necessário. Não cuidamos apenas dos detentos. Também temos nosso olhar voltado para os agentes penitenciários, que têm grandes dificuldades no exercício de suas tarefas”, explica o pastor.

O programa social Universal nos Presídios é um dos maiores do Brasil. O número de atendimentos é de quase 80% da população carcerária do país.

Publicidade

São mais de 500 mil presidiários, que participam de oficinas de artes, palestras, cafés da manhã e outros trabalhos que proporcionam a ressocialização de detentos, incentivando-os e apoiando seus familiares.

Exemplo de sucesso

O ex-presidiário de alta periculosidade, de Belém do Pará, Edvaldo Cardoso Costa, de 38 anos, tornou-se empresário depois de ser ressocializado pelo programa 'Universal nos Presídios'. O paraense entrou para a vida do crime aos 12 anos de idade, tornando-se mais tarde chefe de gangue, na qual liderava assaltos, espancamentos e até assassinatos.

Em 2003, ele foi condenado a 20 anos de prisão por assalto a mão armada, sequestro e tentativa de homicídio. Foi dentro da cadeia que Edvaldo conheceu o grupo religioso.

Solto após cumprir sua pena, hoje Edvaldo é proprietário de duas empresas e voluntário no programa social que salvou sua vida. Há quatro anos, ele desenvolve trabalhos sociais dentro e fora da cadeia. "Hoje eu me sinto privilegiado por fazer parte deste trabalho, e sou respeitado pelos presos, não porque fui um criminoso conhecido, mas sim porque hoje sou de Deus", explica.