Em um domingo marcado por mais #Protestos pelas principais cidades brasileiras, a população pensou melhor antes de sair de casa e ir às ruas. Diferentemente de outras #manifestações, os atos deste dia 26 de março não empolgaram e reuniram pouco público em defesa de bandeiras como o avanço da Operação Lava Jato e o fim do foro privilegiado. A própria organização admitiu que a participação popular ficou abaixo do esperado.

Na teoria, os organizadores deste movimento e os participantes são os mesmos que foram às ruas durante 2015 e 2016 para pedir a saída de Dilma Rousseff da presidência da República - o que acabou se consumando, por meio de um impeachment aprovado no Senado Federal em agosto de 2016.

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Grupos como o Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL) estiveram no comando dos atos deste domingo.

Esses grupos elegeram o Congresso Nacional como um dos principais focos das críticas neste final de semana. Os líderes do manifesto se mostram contra a anistia ao caixa dois, nova fonte de financiamento de campanha, estatuto do desarmamento e voto em lista fechada - pautas que todas elas dependem da aprovação ou não dos parlamentares atuantes no congresso.

"O povo brasileiro está passando por um processo de cidadania, e por isso precisa aprender a vir para a rua, sair um pouco do conforto de casa, e se manifestar. Mas é assim mesmo, o processo tem altos e baixos", admitiu Adriana Balthazar, que foi uma das líderes do movimento.

Segundo informações divulgadas pelo Vem Pra Rua, foram marcadas manifestações para 103 cidades do país.

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Em São Paulo, a concentração, como de costume, ocorreu na Avenida Paulista, onde uma grande faixa que pedia o fim do foro privilegiado foi exibida. Mas não houve uma grande aglomeração de pessoas como era corriqueiramente vista nos protestos que tinham a então presidente Dilma Rousseff como alvo.

Até o fechamento desta edição, as autoridades e os organizadores do movimento em São Paulo não haviam divulgado o balanço estimado de público. No Rio de Janeiro, por outro lado, apenas 2 mil pessoas participaram das atividades que teve encerramento logo às 13h. Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, disse que o número de participantes não necessariamente indica o peso e a importância dos protestos.

"Tem que haver cuidado para não medir a manifestação popular com o número de pessoas que comparece aos protestos. (A participação) Não é um sinal de que as pessoas não estão pressionando os políticos", avaliou Chequer.

Políticos de variados partidos também foram lembrados de forma negativa durante as manifestações.

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Nomes como Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, Rodrigo Maia, Renan Calheiros, Eunício Oliveira e Aécio Neves receberam críticas. Na Paulista, em São Paulo, também foram ouvidos gritos contra o presidente Michel Temer, que sucedeu Dilma no comando do governo federal.

Em Brasília, nos arredores do poder, a concentração popular também foi baixa, com estimativa girando em torno de 600 pessoas. Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte também registraram baixa adesão nos protestos deste domingo.