Um triplo feminicídio deixou os moradores de uma pequena cidade do interior do Estado de Santa Catarina em choque. O crime ocorreu na última segunda-feira (27), e vitimou de uma só vez três irmãs.

As mortes ocorreram em Cunha Porã, município com pouco mais de 11 mil habitantes, no extremo Oeste catarinense. O suspeito de ter praticado os homicídios é o ex-namorado de uma das jovens, chamado Jackson Lahr, de 24 anos de idade. Ele usou uma faca para matar a ex-namorada Rafaela Horbach, 15 anos, com quem ele tinha um bebê de apenas dois meses de vida.

Matou também as irmãs dela, Julyane Horbach, de 23 anos, e Fabiane Horbach, de 12 anos.

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Os crimes ocorreram na casa de Julyane, que era casada com Gilvane Meyer.

Meyer sobreviveu. Ele teria entrado em luta com o assassino, o feriu também com uma faca, mas não conseguiu impedi-lo de assassinar as três jovens. Depois de receber várias facadas, ele se fingiu de morto. Quando o assassino foi embora, rastejou até a residência de um vizinho para pedir ajuda.

O bebê estava na casa, mas não foi atacado e passa bem.

Joel Specht, delegado titular na cidade, disse que após as investigações, Lahr foi encontrado e detido no município de São Carlos, distante 30 quilômetros de Cunha Porã. Os policiais conseguiram encontrá-lo em um hospital, onde o passava por atendimento médico, já que também foi machucado por golpes de faca.

O enterro das três moças ocorreu na última terça-feira (28), em uma cerimônia marcada por protestos e apelos por justiça.

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Cunha Porã é um município relativamente novo. Foi fundado em 1958, para abrigar imigrantes alemães de religião protestante, que haviam chegado ao Brasil na década 40 e 50, fugidos da guerra.

O #Crime não pode ser considerado algo assim tão surpreendente, já que Lahr já havia ameaçado a ex-namorada de morte. Na época, Rafaela registrou a ameaça em um boletim de ocorrência, inclusive pedindo proteção policial.

Como ocorre muitas vezes nos casos de violência doméstica, o acusado demonstrava ser uma pessoa calma para os familiares que não conviviam perto.

Após ser preso, Lahr confessou ter esfaqueado o marido de Julyane, mas conta que não se recorda do que ocorreu após a luta dos dois.

Ele ainda relatou que a ex-namorada não o deixava ter acesso ao filho. Contou que não concordava com o fim do relacionamento e que também se recusava a pagar a pensão.

#Casos de polícia