Foi finalizado nesta semana o inquérito que investigava a morte trágica de Fábio Ezequiel Moraes durante um salto de bungee jump. O acidente aconteceu no mês de dezembro de 2016, no município de Mairinque, interior do Estado de São Paulo. De acordo com as informações da delegada responsável pelas investigações, Fernanda Ueda, ficou constatado que as causas do acidente foram falhas mecânica e humana.

As pessoas responsáveis pela empresa Max Extreme, que organizou o salto, serão indiciadas pelos crimes de fraude processual e homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Um vídeo mostra o momento exato quando a corda que é ligada ao elástico se solta. O forte impacto da queda provocou um grave politraumatismo na vítima.

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Moraes foi socorrido, mas devido a gravidade dos ferimentos ,não resistiu e morreu.

Durante o período de investigação, peritos fizeram a análise do material utilizado no dia do salto e também do vídeo que registrou o salto da vítima. Os investigadores acreditam que houve uma falha quando os instrutores fizeram a montagem do equipamento e também falha na checagem para verificar se estava tudo certo para a realização do salto.

Dois instrutores e o sócio-proprietario da empresa foram indiciados pela polícia. O inquérito segue agora para o Ministério Público, que decidirá sobre ou não do encaminhamento da denúncia para a Justiça. A empresa responsável pela realização do salto divulgou que somente vai se manifestar durante o processo.

A delegada disse que o material foi retirado do local do acidente e isso prejudicou a realização da perícia.

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Por isso, houve o indiciamento por fraude processual. Caso haja condenação, eles poderão pegar até cinco anos de prisão.

Entenda o caso

A realização do salto ocorreu no dia 18 de dezembro do ano passado, em uma ponte já conhecida pelas pessoas que costumam praticar esportes radicais. De acordo com informações dos bombeiros, pessoas que testemunharam o fato disseram que a corda usada no bungee jump teria rompido, e Fábio Ezequiel de Morais bateu no chão antes de cair em um colchão inflável.

A vítima tinha 35 anos e apesar de ser socorrido, não resistiu aos ferimentos. Na época, todos os materiais usados para o salto e as imagens gravadas em vídeo foram entregues para a polícia.

O local escolhido para a realização do salto é de uso restrito. É necessário solicitar uma autorização para a empresa responsável por esse lugar. No entanto, as pessoas que moram nas proximidades da ponte disseram que estão acostumadas com a movimentação no lugar. Inclusive, segundo elas, existem vários vídeos compartilhados na rede mostrando saltos nesta ponte.

#Crime #Casos de polícia #Morte