O portal de notícias 'Zero Hora' publicou uma reportagem com uma grande denúncia contra Faustino Junior, que se diz dono do Grupo Educacional Facinepe. Ele sempre foi conhecido por fazer muita propaganda de seu negócio, chegando a aparecer na televisão algumas vezes prestando hoje o que se vê como falsas homenagens. Nomes como Edir Macedo, dono da Record TV e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e Silvio Santos, dono do SBT, foram apenas alguns dos agraciados pelo comunicador. Ao prestar a homenagem, Faustino aproveitava para jogar sua lábia, falando que seu grupo de ensino era o maior do país, tendo mais de seis mil alunos. Na homenagem dada a Silvio Santos e outras personalidades, Faustino dava diplomas de doutor honoris causa. Não demorou muito para que o castigo do farsante aparecesse.

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O problema é que tal diploma não passa de um trambique, já que a instituição que dá o documento, a Faculdade Centro Sul do Paraná (Facspar), não tem qualquer credenciamento em vigor com o Ministério da Educação do Brasil. As homenagens enviadas por Faustino começaram a ser dadas em 2015 e também envolveram nomes que estão à frente da Lava-Jato e políticos importantes, como o prefeito de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, José Fortunati. Em fevereiro do ano passado, no entanto, o dono de curso do Sul quis dar passos maiores. Ele enviou o documento de doutor para Edir Macedo, estando presente no Templo de Salomão. Mais tarde, ele visitou os estúdios do SBT, no Complexo Anhanguera.

Em Brasília, mais diplomas foram dados. Até mesmo o Coordenador da Lava-Jato no Ministério Público Federal, o Procurador da República Deltan Dallagnol, acabou recebendo a honraria, que na prática não vale de nada.

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A informação foi confirmada pelo Ministério da Educação ao portal Zero Hora. O MEC diz que esse tipo de honraria só é permitido a ser dado por universidades tradicionais e que no caso da instituição que Faustino representa, não existe nada que a enquadre para que possa distribuir esses títulos por aí. O grupo de educação, por meio de nota, diz sim ser credenciado pelo MEC e que Faustino não era mais o CEO da companhia educacional. #Crime