Crimes de ódio são cada vez mais comum e expõem a fragilidade da sociedade moderna, que não respeita a pluralidade de gostos e predileções e acabam fazendo vítimas pessoas que fogem dos padrões impostos por ela. Os mais estigmatizados por essa violência são aqueles que vivem à margem da sociedade e não são amparados por legislação específica, que tipifica crimes como homo e transfobia, deixando milhões de brasileiros que se identificam com essa causa a mercê de criminosos que agem a sangue frio, não respeitando a diversidade do indivíduo.

Com um crescimento de vozes como a de Bolsonaro, muitas pessoas veem-se empoderadas com tal discurso que só faz aumentar a violência entre pessoas marginalizadas na sociedade.

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Entende-se como marginalizadas aqueles que não possuem os mesmos direitos que outras pessoas, como mulheres, negros, pobres e a população LGBTQI.

No Brasil, a cada 26 horas um LGBTQI acaba sendo vítima de crime de ódio e muitos não sobrevivem para contar quem foi o responsável por aquilo. Mas, no caso da travesti Dandara, até um vídeo de sua execução sumária caiu na internet, chocando todo mundo pela crueldade de seis jovens que espancar a travesti até o fim, sem dó nem piedade.

Os homens colocam Dandara dos Santos, uma travesti de 42 anos dentro de um carrinho de mão no vídeo que está viralizando na internet onde é possível ver a travesti toda ensanguentada recebendo diversos golpes dos assassinos cruéis que acabam tirando a vida de Dandara sem que ela pudesse reagir. A maioria dos assassinos são jovens e a Polícia Militar de Fortaleza no Ceará já identificou os suspeitos graças ao vídeo aterrorizante da morte da travesti onde é possível ver os seis revezando-se para aplicar pancadas, chutes e pontapés na travest, que agoniza no chão desesperada.

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O que mais impressiona é que ninguém resolveu ajudar a mulher, que clamava por ajuda no vídeo já sabendo de seu destino macabro naquela tarde. No fundo, Dandara sentia o mesmo que muitas travestis e transsexuais desamparadas pelo governo federal sente, o sentimento de prepotência. Muitas delas saem de casa todos os dias sem saber se vão voltar para a residência com vida, se arriscando nas ruas fazendo programas sexuais para sobreviver.

O #assassinato aconteceu no bairro Bom Jardim e quatro dos seis criminosos eram menores de idade. Se não bastasse a atrocidade do crime cometido contra atravesti, os assassinos pegaram o corpo da mulher e jogou no lixo, desprezando totalmente a travesti que foi brutalmente assassinada.

#2017