Os servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (#uerj) estão em assembleia permanente. A próxima está marcada para esta quinta-feira (30), às 10h, mas o local ainda não foi definido.

Nesta segunda-feira (27), em assembleia, os servidores da universidade decidiram manter o estado de greve, além de uma série de atividades de mobilização programadas. Está marcado, por exemplo, para esta quinta-feira (30), às 13h, no Largo da Carioca, Centro do Rio, uma aula pública sobre a crise do Rio, que contribuirá para conscientizar os cariocas (e o Brasil) sobre a real situação que vive esta tão importante universidade, a primeira a adotar o sistema de cotas para o ingresso de estudantes afrodescendentes no Ensino Superior.

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Haverá panfletagem nos transportes públicos.

“Fora Pezão, inimigo do povo, inimigo da Uerj!” é uma das várias palavras de ordem adotadas pelos servidores em estado de greve. Os funcionários também programaram ir aos gabinetes dos deputados estaduais, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para requerer dos parlamentares uma tomada de posição em relação ao quadro dramático vivido pela universidade.

Os servidores, não obstante a crise vivida, estão solidários aos demais trabalhadores brasileiros e realizarão na sexta-feira (31), às 17h, na Candelária, Centro do Rio, um ato público contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista.

A Uerj é a 8ª melhor universidade do Brasil e vive a maior #Crise econômica já registrada, reflexo direto da atual gestão do governo Luiz Fernando Pezão, que, inclusive, tem sido alvo de protestos de diversos setores do funcionalismo público e da sociedade carioca.

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Uma das maiores manifestações, além das realizadas pelos professores, foi contra a privatização da Companhia Estadual de Água e Saneamento (Cedae), em frente à Alerj.

A privatização foi em troca do empréstimo de R$ 3,5 bilhões pelo governo federal. Mas a fatura não está consumada, há diversos parlamentares mobilizados para impedir a privatização.

Em crise desde 2015, a Uerj tem 35 mil alunos em graduação, pós-graduação, ensino a distância, entre outras atividades, 2,6 mil professores e oito mil servidores.

Os diversos vídeos em apoio aos servidores, inclusive reportagens publicadas nos meios de comunicação, dão conta da falta de condições para o funcionamento do campus. Não há condições de utilização do estacionamento; o bandejão não funciona; os elevadores estão sem manutenção; a empresa terceirizada que realiza a limpeza não cumpre o trabalho, pois não recebe há seis meses; as bolsas estão em atrasos de pagamentos aos estudantes, dos quais muitos são do sistema de cotas e não têm condições de pagar o transporte e a alimentação; não há recursos para a manutenção do campus e para a segurança.

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Vários servidores estão sem receber salários integrais desde outubro de 2016 - recebem salários parcelados, e sem data definida. Não receberam ainda o 13º salário de 2016. A universidade está em colapso, como mostram as lideranças da Asduerj (Associação de Docentes da UERJ).

Segundo os servidores, o governo do Rio de Janeiro só repassou 65% do total do orçamento da UERJ em 2016. A Uerj ainda não recebeu repasses este ano.

Reportagens do SBT, Globo News e TV Brasil relatam que o início do ano letivo está bastante comprometido devido a falta de recursos e condições de funcionamento do Campus Maracanã. Em função desta situação, a reitoria da Uerj decidiu que não tem como iniciar todas as atividades.

No vídeo a seguir, as lideranças da Asduerj respondem a ameaça do governador Luiz Fernando Pezão de cortar 30% dos salários dos servidores.

#Educação