Está gerando repercussão nas redes sociais de países latino-americanos um vídeo onde um menino de aproximadamente cinco anos de idade aparece fazendo uma performance que simula um assalto à mão armada.

O vídeo aparentemente foi gravado na periferia da capital argentina Buenos Aires. O treinamento mirim da abordagem de uma suposta vítima é feito inclusive com uma arma. O objeto está nas mãos do menor, mas não é possível saber se trata-se de um brinquedo ou de um armamento autêntico.

Assim como muitas crianças simulam adultos em situações cotidianas em suas brincadeiras, o menino do vídeo desempenha um papel de assaltante como um modelo de atuação que está acostumado.

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Empunhando uma pistola o garoto, vestido com uma camisa de personagem infantil, encara de forma intimidadora a lente. Ele dá início à performance exigindo de sua vítima imaginária a ‘plata’, que em espanhol significa grana, dinheiro. Convincentemente, o pequeno usa de rispidez e brutalidade verbal, com direito a palavrões e linguajar característico do mundo do #Crime na terra dos ‘hermanos’.

Não é possível afirmar se o menino é filho ou parente de algum membro do crime organizado de Buenos Aires. Entretanto, sabe-se que nos últimos anos, com o aumento das favelas e o empobrecimento de parte da população, os guetos da criminalidade têm se espalhado nas periferias de Buenos Aires. Levantamentos apontam que os delitos de rua tiveram alta significativa nas estatísticas da segurança pública na capital argentina.

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No Rio de Janeiro, cidade que tem uma taxa de homicídio seis vezes maior que a de Buenos Aires, é comum que nas brincadeiras de meninos moradores de favelas haja a reprodução lúdica do que eles presenciam no cotidiano. Desse modo, muitas crianças brincam de ‘polícia e ladrão’, mas devido ao status do mundo do crime, a maioria delas sempre prefere ficar na posição do bandido ou do dono da ‘boca’. A inversão de papeis acaba refletindo o avanço das facções especializadas no tráfico de drogas nas periferias cariocas e também brasileiras.

#Casos de polícia