O caso aconteceu no último domingo (26), em Cachoeirinha, Zona Norte em São Paulo. De acordo com testemunhas o garoto foi agredido por funcionários da lanchonete Habib’s e morreu pouco tempo depois. Imagens de uma câmera de segurança de um estabelecimento próximo à lanchonete gravou o momento em que o garoto é arrastado pelos funcionários, e deixado na calçada até a chegada do resgate. A polícia investiga o caso.

Na gravação é possível ver o menor João Victor Souza de Carvalho, aparece com um pedaço de madeira nas mãos, minutos depois mostra o garoto correndo e o gerente e o supervisor da lanchonete atrás dele. E segundos após os dois funcionários aparecem nas imagens arrastando o garoto pela rua.

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Durante o trajeto o garoto aparenta estar inconsciente, enquanto ele é arrastado, sua bermuda vai saindo do corpo. O garoto é deixado no chão pelos funcionários que não tiveram nenhum cuidado ao transportar o garoto de um lado para o outro.

Segundo uma catadora de material reciclável, que estava no local quando tudo aconteceu, afirmou que viu o momento em que um dos funcionários pega o garoto pelo colarinho e dá um soco em sua cabeça. Logo depois, segundo ela, o garoto começou a passar mal, desmaiando e espumando pela boca. Quando os socorrista chegaram ao local, levaram o garoto para o hospital, mas antes de dar entrada o menino teve uma parada respiratória e morreu. A polícia também já havia sido acionada e chegando logo depois.

A catadora contou ainda, que quando a polícia chegou ao local, que tentou comunicar aos polícias o que teria acontecido, mas os agentes não deram muito atenção ao que ela falava, por achar que ela estava “noia”, relatou a testemunha.

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A mulher já esteve na delegacia e prestou depoimento.

Segundo a mãe de João Victor, o garoto tinha costume de pedir dinheiro aos clientes da lanchonete, mesmo contra a vontade dela. Porém segundo relatos de alguns funcionários o garoto estava com um pedaço de madeira nas mãos, importunando os clientes e chegou a bater da estrutura de vidro do estabelecimento com o objeto. Ao perceberem que o garoto estava incontrolável a polícia foi acionada.

A causa da morte do garoto segundo o IML (Instituto Médico Legal), foi uma parada cardiorrespiratória. A polícia investiga o caso que foi registrado como “morte suspeita”.

O advogado Ariel de Castro Alves, membro que é membro Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana, que esta auxiliando a família da vítima, afirmou que mesmo que o laudo final, aponte as causas da morte do garoto como morte natural. Que ele entrará com um processo contra os funcionários, pois a investigação deverá levar em consideração que os dois homens teriam contribuído para o infarto do garoto.

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E os dois envolvidos na ação poderão ser indiciados por homicídio qualificado, por motivo fútil, e sem a chance de defesa da vítima.

A lanchonete se pronunciou informando que repudia qualquer ato de violência, seja qual for o seu motivo, e que os dois funcionários encontram-se afastados de seus cargos até a conclusão do inquérito policial.

#Crime #Investigação Criminal