Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um cabo da Polícia Militar baleado na Avenida dos Democráticos, no Irajá, Rio de Janeiro. Nas imagens ele aparece caído no chão, sozinho, enquanto um homem atravessa a rua para furtar o fuzil do agente.

Pessoas gritam dando apoio: “Agarra o ‘meiota’”, diz uma mulher. A gíria ‘meiota’ faz referência ao fuzil 762, usado pela corporação.

Outros populares assustados desaprovam a atuação. No vídeo é possível ver que o rapaz que pegou a arma acaba desistindo de levá-la e a joga no chão. “Foi lá só pra deixar a impressão digital no cano”, diz um pedestre.

O mesmo rapaz depois volta para junto do corpo do policial e faz fotos da vítima agonizando.

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“Ele está respirando, olha o pé dele”, comenta outra pessoa.

O vídeo está sendo analisado pela polícia. A morte do PM, identificado como Antonio Pedro Mendes de Araújo, do 41º BPM, aconteceu na tarde da última terça-feira (28). Ele foi atingido na cabeça. No momento ele estava com outros PMs e voltava de uma ocorrência de violência contra a mulher.

Horas antes, no período da manhã, um outro policial foi baleado. O também cabo Robert dos Santos Nunes, que atua na UPP Manguinhos, estava trabalhando em uma ocorrência de assalto de carga, na Rua Beira-Rio, na Zona Norte do Rio.

Os dois policiais foram socorridos e encaminhados para internação no Hospital Souza Aguiar, no Centro. Ambos passaram por procedimento operatório, mas o cabo do 41º BPM não resistiu.

Na tentativa de prender os criminosos responsáveis pelos ataques, a Polícia Civil faz nesta sexta-feira uma operação na região de Manguinhos e também da Favela do Jacaré.

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Por segurança, mais de mil alunos das escolas no bairro tiveram as aulas suspensas. Fecharam as portas duas escolas, uma creche e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI), onde 1.405 crianças são atendidas.

Na favela do Jacaré integram a operação os policiais militares dos batalhões de Operações Policiais Especiais (BOPE). Já em Manguinhos são os homens de Ações com Cães (BAC) e o de Choque (BPChq) que estão na linha de frente. Houve tiroteios e muito pânico entre os moradores.

#Crime #Casos de polícia