A criatividade dos bandidos que cumprem pena para conseguir manter formas de comunicação com o lado de fora das cadeias surpreende a cada dia.

Um vídeo mostra o momento em que seguranças de um presídio identificam mais uma tentativa de infiltração de aparelhos telefônicos para detentos.

Nas imagens, que já correm as redes sociais, um pote de margarina fantasiado de frasco de marmita é usado como esconderijo. Sabe-se lá de que maneira bandidos conseguiram colocar o telefone na base do recipiente.

Durante a revista, seguranças perceberam que havia algo errado com a “marmita”. O peso era um pouco incomum. Então o item foi confiscado.

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Os seguranças apertam o play e começam a filmar a vistoria. Primeiro retiram o conteúdo alimentício da “quentinha”. Depois, começam a revirar o pote. Com uma faca, tentam cortar o fundo. Mudam de estratégia, cortando a lateral do recipiente até conseguir romper a base.

Pronto. Puxando um pouco mais, o celular aparece. Ele está envolvido em um plástico. A operação preventiva provavelmente não brecará a entrada de centenas de celulares todos os meses nas cadeiras.

Mas, pelo menos um criminoso a menos deixará de aplicar golpes na população como, por exemplo, os dos falsos sequestros.

Talvez uma maneira para que situações como essa deixem de acontecer é o investimento em sistemas de bloqueadores de celulares nas unidades de sistema prisional. A estimativa é que 65% dos presídios brasileiros não têm bloqueadores.

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Um dos entraves para ampliar a cobertura deste sistema é o fato de que é muito complexo fazer o bloqueio sem interferir nas ligações de pessoas ou residências próximas dos presídios. E há muitas penitenciárias instaladas em áreas densamente ocupadas por residências.

Do ponto de vista técnico, a primeira previdência para fazer o bloqueio seria desligar o sinal da estação rádio base (ERB) da operadora de telefonia próxima à cadeia. Isso inevitavelmente acaba por bloquear também as ligações de pessoas próximas à área. Rodovias, por exemplo, ficariam privadas de sinal, o que é um risco para os casos de emergência, como acidentes e o acionamento de socorro mecânico para carros quebrados.

#Crime #Casos de polícia