Com tanta repercussão envolvendo a produção e distribuição de carne bovina e suína no Brasil, após a deflagração da Operação Carne Franca, da Polícia Federal, não param de aparecer ingredientes para polemizar ainda mais o assunto.

Começou a circular nesta segunda-feira (20), nas redes sociais, um vídeo que ilustra um áudio destes que circulam pelo whatsapp. No material, uma mulher que supostamente teria trabalhado na indústria frigorífica conta como era o trabalho na linha de produção.

A moça relata que atuou por cinco anos no setor de desossa e outros cinco no setor de inspeção de uma empresa chamada LX, hoje Friboi.

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Ela alerta que o problema na conservação das carnes que os brasileiros comem é antigo. “Essas carnes podres que hoje vieram à tona, na verdade nós sempre consumimos”, explica.

A carne podre, segundo a suposta ex-funcionária, vem do que ela chama de “boi sequestre”. A expressão seria usada para designar o boi que morre na estrada. “Tipo assim: vai uma viagem de boi daqui para São Paulo. A maioria deles morrem. São uns 80, 100 bois que morrem na viagem de sede, de fome, por estar muito apertado no carro, pelo baque ou pela quentura. O frigorífico não quer perder nada. Imagina que um frigorífico vai perder 80, 100 bois? Nunca!”, detalha a mulher.

Ela segue na mesma linha de raciocínio, dizendo que quem atua no setor já cansou de lidar com esse tipo de gado. “Quando esse ‘boi sequestre’ chega no frigorífico ele já está uma, duas, três, quatro até cinco horas morto.

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Esse tipo de gado é levado para a inspeção, onde tem a pessoa própria para lidar com eles. Aí o animal é descarneado. A carne deles é podre mesmo, fica um fedor imenso, você não tem noção”.

No mesmo áudio, ela explica que depois de retirada toda aquela carne, o material vai para um tanque enorme com água quente e um corante vermelho. “Esse corante é para representar aquela carne linda, como se fosse carne fresca, mas na verdade não é. Depois ela vai para a celovac. Isso é como quando você compra uma carne a vácuo. Na verdade, essa carne de ‘boi sequestre’ não pode ser transportada lá pra fora, para outros países. Então ela toda é consumida aqui dentro do Brasil. Se os ‘bois sequestres’ chegaram em São Paulo, a carne é consumida aí em São Paulo”.

Até o momento as autoridades não confirmaram se as denúncias são oficiais e se o áudio é autêntico ou apenas uma montagem para espalhar mais temor. Pela riqueza de detalhes que a interlocutora passa, muitos internautas acreditam na versão e demonstram ainda mais preocupação.

#Crime #Investigação Criminal