No dia 8 de março, a artista japonesa #Yoko Ono publicou uma chamada a todas as brasileiras, convidando-as para enviarem relatos de abusos que sofreram por serem mulheres. Os depoimentos serão expostos na mostra “O céu ainda é azul, você sabe…”, que chegará no Instituto Tomie Ohtake, na cidade de São Paulo, no mês de abril.

Yoko pede que as interessadas não assinem com o nome completo e que enviem também uma foto de seus olhos para ser exposta junto com o depoimento. A fotografia e o texto devem ser enviados para estamosemergindo@gmail.com ou por WhatsApp para (11)989006773.

A exposição

A mostra “O céu ainda é azul, você sabe…” conta com curadoria do crítico islandês e diretor do Museu de Arte Moderna Astrup Fearnley, em Oslo, Gunnar B. Kvaran e reúne trabalhos criados a partir da década de 50 por Yoko Ono, compositora, cantora e artista vanguardista. Serão exibidas 65 obras de "Instruções", produções que suscitam a interação do espectador de forma poética. A primeira delas foi feita em 1955 e se chama "Peça de Acender", nela Yoko propõe: “acenda um fósforo e assista até que se apague”. Na instalação “Emergir” (2013/2017), espaço onde serão exibidos os relatos de violência de gênero, a proposta é: “faça um depoimento de alguma violência que tenha sentido como mulher”.

Dentre as produções artísticas presentes na mostra, estão dois filmes com participação de John Lennon na co-direção e na trilha sonora. Além disso, há um filme sobre a performance realizada em 1964 em Nova Iorque, onde o público cortava pedaços da roupa de Yoko e levava embora.

Os ingressos estão à venda online e custam R$ 12 inteira e R$ 6 meia-entrada. A meia-entrada é designada à estudantes, professores da rede pública e idosos com idade superior a 60 anos contanto que apresentem documentos. Diariamente, a entrada é gratuita para crianças (com até 10 anos), deficientes e cadeirantes. Já às terças-feiras a entrada é gratuita a todos (é necessário se dirigir à bilheteria do Instituto para pegar senha). A exposição se encerra no dia 28 de maio. #Abuso #Violência de Gênero