Conforme noticiado, as centrais sindicais, em reunião realizada em 27 de março, em São Paulo, decidiram promover uma #greve geral no dia 28 de abril, contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e contra a Terceirização, propostas do #governo federal. Os atos realizados em 31 de março serviram como um movimento convocatório para a greve geral em abril.

Na semana passada o governo Temer sancionou a terceirização, quando os senadores solicitaram ao governo que não o fizesse, pois o Senado Federal está debatendo a aprovação de um projeto complementar ao que foi aprovado na Câmara dos Deputados. Os senadores querem moderar o projeto da Câmara, e restringir a terceirização à contratação da atividade-meio.

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As centrais sindicais analisam que o governo errou ao sancionar o PL 4302/98.

O presidente da Central Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, disse que o governo "errou e erra feio" ao sancionar a terceirização total das atividades de empresas contratantes. "A terceirização é uma realidade no País. A UGT sempre defendeu um projeto que desse segurança e amplas garantias ao trabalhador, podendo ser uma oportunidade de emprego, mas não é o caso", reforça.

Patah defende que o movimento sindical deve estar unido para evitar a precarização das relações trabalhistas e completou que o governo erra, sobretudo, por não ter discutido com os trabalhadores tal projeto que impactará sobremaneira na vida de milhões de trabalhadores brasileiros.

Em 31 de março, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo promoveu uma reunião para debater as reformas propostas pelo governo Temer e agendar atividades convocatórias para a greve geral de 28 de abril.

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A reunião contou com as presenças de lideranças da Força Sindical, CNTN, CNM, CUT, Intersindical, CSP-Conlutas, entre outros representantes de sindicatos de diversas categorias.

O presidente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates (o Mancha), informou que a reunião fez um balanço dos atos realizados em 15 de março, considerados muito positivos, pois mobilizaram "uma parcela importante da população, e mostrou a disposição de luta dos trabalhadores". Disse, também, que na reunião houve um consenso de que os metalúrgicos têm muita influência para o sucesso da greve geral de dia 28 de abril.

Três motivos para cruzar os braços

1. Para as centrais, o atual governo quer que o trabalhador morra sem se aposentar. O panfleto diz o governo mente ao sustentar que a Previdência é deficitária. "Ele manipula os cálculos! Só em 2015 teve um superávit de, acredite, R$ 11,2 bilhões de reais", diz a convocatória.

2. Os sindicalistas mostram que a Reforma Trabalhista acaba com direitos históricos. "O governo Temer pretende acabar com direitos históricos da classe trabalhadora, que hoje são Lei, garantidos na CLT".

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3. O terceiro grande motivo para que os trabalhadores cruzem os braços em 28 de abril, é o projeto de terceirização sancionado pelo governo e criticado por muitos senadores.

As centrais entendem que o projeto de terceirização (PL 4302/98), aprovado na Câmara dos Deputados, "impõe total superexploração à classe trabalhadora brasileira com a legalização da terceirização nas atividades-fim". Reforçam, ainda, que significará a liberalização total da precarização nas relações de trabalho e que não haverá geração de emprego, mas sim, muitas demissões de trabalhadores contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para posterior contratação terceirizada, entre outros efeitos negativos.

A íntegra da convocatória pode ser encontrada em http://cspconlutas.org.br

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) avaliou, em 2 de março, que o projeto de terceirização provocará a "substituição massiva dos postos de trabalho por prazo indeterminado, com todos os benefícios previstos em lei e com avanços conquistados através da organização sindical dos trabalhadores e da negociação coletiva, por postos precários, com jornada ampliada, salário e benefícios reduzidos, com alta rotatividade e insegurança permanente". #Protestos no Brasil