Recentemente, um jogo tem dado dor de cabeça em muita gente. Surgido na Rússia, onde provocou mais de cem mortes, o 'Baleia Azul' ou 'Blue Whale', consiste na execução de alguns desafios. O último deles está vinculado em tirar a própria vida. Ao todo são realizadas 50 tarefas em 50 dias diferentes. Somente é "vencedor" da brincadeira, quem chega até ao final. Infelizmente, no clima de disputa, muitos adolescentes acabam misturando fantasia e realidade. Com isso, muitas mortes acontecem. Uma das possíveis mortes envolvendo o 'Baleia Azul' pode ter acontecido em uma pequena cidade do Mato Grosso, Vila Rica, que fica a mais de mil quilômetros da capital Cuiabá.

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Por lá, uma menina de apenas dezesseis anos, de nome Maria de Fátima da Silva Oliveira acabou sendo achada morta.

A polícia investiga agora se o caso pode ser visto como um simples suicídio, ou um homicídio. Afinal, por trás do jogo, existem pessoas, na maioria formada por adultos, que instigam os menores a realizarem tais tarefas. Uma das tarefas propostas é, justamente, a que acabou dando nome ao que é visto por uns como "brincadeira". Os participantes precisam se autofragelarem e desenharem em seu corpo o desenho da Baleia Azul. O desenho é em formato de cicatriz e precisa sair sangue para ficar como desafio cumprido. Além de participarem do jogo, os jovens ainda publicam todo o ritual em grupos e até perfis do Facebook, o que atrai cada vez mais gente para o ritual que é visto como sem sentido.

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Por isso, autoridades européias e até brasileiras já falam do perigo que é jogar isso.

Os links do jogo são achados em aplicativos de mensagens como o WhatsApp. Tudo isso é feito perto de quem os jovens confiam. Os pais, ao lado dos filhos, sequer desconfiam do que está ao redor deles. A menina morta no Mato Grosso foi encontrada em uma represa. Ela saiu sozinha, apenas com a roupa que vestia. No momento que deixou sua casa, toda a família estava dormindo. A menina deixou o celular na cama. Fez questão de bloquear o aparelho e sequer levou dinheiro. Ao mergulhar na represa, ainda fez questão de deixar os chinelos às margens. A menina, segundo a polícia, deixou cartas para a família. Nela, estratégias e dicas que mostram tudo o que ocorreu, como em um filme macabro. O texto parece ser dirigido à outra pessoa interessada, que esteja interessada a fazer a mesma coisa. A polícia investiga quem pode ter incentivado a menina, que não é o único caso no Brasil. #Crime