Enquanto a série “13 Reasons Why” provoca o debate sobre bullying e sobre o suicídio entre adolescentes, a vida real mostra que sobram motivos para fazer com que o assunto deixe de ser um tabu e seja encarado como uma questão de saúde pública.

Mais uma jovem brasileira, de apenas 16 anos, virou estatística dentre as mortes por suicídio. A garota é do município de Monção, no Maranhão, e foi encontrada morta em seu quarto na última sexta-feira (14), feriado da Sexta-Feira Santa.

Junto com ela estava uma carta e primeira pessoa, onde a mesma afirma que sofreu abuso sexual praticado pelo próprio padrasto, ao qual ela chamava de pai.

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Thalia Meireles relata que esse fator foi o que começou a lhe destruir por dentro. Ela também se queixou do fato de sua mãe saber deste episódio e preferir fingir que não sabia. Conta que a mãe deixou de ser carinhosa e amorosa desde que soube que a filha “foi usada” pelo marido.

Mas não é apenas isso que a adolescente relata como fatores que a influenciaram ao ato extremo. Ela faz várias reflexões em seu texto sobre a maneira com que as pessoas tratam umas às outras, com desprezo, desatenção, falta de compaixão. São muitas as perguntas que fazem o leitor pensar na maneira como a sociedade encara a tristeza e a depressão. Fica subentendido que ela era ou já foi vítima de bullying na escola.

Ela chega a dizer que queria muito ficar neste mundo, e questiona o porquê de ninguém ter lhe ajudado antes.

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Termina dizendo que “depressão não é frescura” e pedindo para que as pessoas não se lembrem da Thalia feliz, que não era verdadeira.

De acordo com a imprensa local, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão está investigando as circunstâncias da morte da menina, que era filha do dono de um supermercado conhecido na cidade de Santa Inês, o supermercado “Meireles”.

Ainda segundo sites que cobrem a região, o pai biológico de Thalia tinha dito que sabia que ela estava participando do jogo virtual “Baleia Azul”, criado na Rússia e espalhado em várias partes do planeta. O jogo consiste em fazer com que os participantes cumpram 50 desafios como etapas para o objetivo final e maior, que é o suicídio. Todos os passos de cada jogador são compartilhados por eles em um grupo secreto no Facebook.

Por entanto, os investigadores que atuam no caso afirmam que nenhuma hipótese está descartada. O primeiro passo será a tomada de depoimentos de familiares e amigos da jovem. Não foi divulgado de que maneira a adolescente teria morrido.

Leia a carta logo na descrição abaixo:

#Crime #Casos de polícia