No início da noite deste último domingo (16), os corpos de dois jovens foram encontrados em um quarto do hotel Maksoud Plaza, no bairro Bela Vista, no centro da capital paulista. A polícia só localizou onde estariam os cadáveres, pois o pai denunciou o sumiço da filha. As vítimas são Kaena Novaes Maciel, de apenas 18 anos, e seu namorado Luís Fernando Hauy Kafrune, de 19 anos. Eles teriam saído na tarde de domingo para irem ao shopping, ou pelo menos é o que teriam informado à família. Segundo o pai da jovem, que estava no primeiro ano da faculdade de Engenharia Aeroespacial, ela teria avisado que apenas faria um passeio com o namorado, mas que não demorava muito a voltar.

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No entanto, para o desespero dos pais da mesma, ela não retornou. Foi quando o pai de Kaena decidiu rastrear o celular da filha através de um programa de busca, e chegou até o hotel no centro de São Paulo. Desesperado ele teria se direcionado até o local, e acionado a polícia temendo que algo bastante grave pudesse ter acontecido. Além do pai da jovem, outras testemunhas também chamaram a polícia militar. Eram os hóspedes e funcionários do edifício que escutaram o barulho de tiros. No entanto, devido ao número enorme de quartos só foi possível localizar os corpos depois que o genitor conseguiu rastrear o celular da mesma que estava em um quarto no décimo quinto andar. O caso chocou aos amigos e familiares dos dois estudantes universitários, que pareciam levar uma vida bastante normal e tranquila, mas que aparentemente já premeditavam o ocorrido.

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Luís Fernando estudava Ciências Biomédicas, e os dois teriam se conhecido na universidade.

A polícia trabalha com a possibilidade de homicídio seguido de suicídio, e uma carta deixada pela jovem poderá elucidar o que ocorreu na última tarde de domingo. No texto, ela tenta explicar aos familiares, os seus motivos de tirar a própria vida. Em um dos trechos ela diz aos pais que tinha certeza que os estaria fazendo sofrer, mas que o ato era necessário para acabar com o sofrimento que ela estava vivendo. Logo em seguida ela relata como seria a melhor forma de aproveitar a morte já que nesse caso, ela seria inevitável. A carta foi levada para exame pericial, que analisará detalhes que podem contribuir para elucidar o crime. Os investigadores ainda tentam localizar o dono da arma que possivelmente seria o padrasto de Kaena, que é um policial civil aposentado. Os familiares estão consternados e não conseguem entender, as motivações de ambos para decidirem tirar a própria vida. Ao que parece, eles teriam feito um pacto para morrerem juntos.

#Investigação Criminal