Recentemente, um jogo tomou conta da internet. O polêmico 'Baleia Azul' está fazendo muitos pais ficarem preocupados e não é para menos. O game suicida já teria feito pelo menos 100 vítimas apenas na Rússia. O jogo já teria chegado ao Brasil. Alguns suicídios e tentativas de suicídio são investigados pela polícia. No entanto, o que pouca gente tem reparado é que também pode acabar indo para a cadeia por conta da brincadeira. Isso porque compartilhar informações falsas também pode ser considerado #Crime. Além disso, adultos que organizam o jogo também podem ser detidos. É o que mostra uma reportagem publicada nesta sexta-feira (21) pelo portal de notícias UOL.

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O UOL conversou com um especialista em direito digital. O advogado Leandro Bissoli explicou que há pelo menos três maneiras de alguém ser preso por conta do 'Baleia Azul', quando o indivíduo está agindo como uma espécie de "curador" da brincadeira do suicídio. A primeira delas é baseada no artigo 147 do código penal. Neste caso, como revela o advogado, a pessoa poderia ser condenada por instigar alguém a participar de um desafio. A lei prevê pena de até seis meses de reclusão. O outro crime é baseado no artigo 288, que é o de "formação de quadrilha". Geralmente, não é uma única pessoa que instiga outra a realizar os atos contra a própria vida, mas sim grupos no Facebook e WhatsApp.

Comprovado que pelo menos duas ou mais pessoas instigaram um indivíduo a cometer qualquer crime, esses maiores de idade podem ser presos por até três anos.

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O advogado alerta para o fato de que a pena aumenta, caso os afetados pelo crime tenham menos de dezoito anos. Como sabemos, as principais vítimas do 'Baleia Azul' são adolescentes entristecidos.

O código 122 é o que dá a pena maior para quem tenta ser 'curador' do jogo da morte. Ele diz que quem induz alguém a se suicidar pode pegar de dois a seis anos de reclusão. A pena dobra caso isso seja feito contra um menor. Ou seja, os 'curadores' do jogo podem ficar até doze anos na cadeia. Mesmo que pessoa não faleça no jogo, pelo simples fato dela ter sido induzida a tirar a própria vida, quem estimulou o menor a fazer isso pode ficar entre um a três anos em uma penitenciária. O advogado Leandro Bissoli explica que a pena tem alteração conforme a gravidade das lesões encontradas.

Guardar as mensagens trocadas entre a vítima e o “curador” é o primeiro passo, sejam elas por Whatsapp ou redes sociais, para conseguir comprovar que alguém está mesmo cometendo tais crimes.

E você, o que pensa sobre o que foi alertado pelo advogado? Vai tomar mais cuidado? Deixe seu comentário. Ele é sempre importante.