Um homem e uma mulher inocentes, acusados de um #Crime que não praticaram, quase morreram linchados nesta quarta-feira (5), na cidade de Araruama, região dos Lagos, Rio de Janeiro.

Eles foram alvos da insanidade dos tempos modernos, aliada ao poder que os novos meios de comunicação trouxeram para disseminar dados de forma instantânea, massiva e rápida.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram uma multidão enfurecida em volta de um carro onde estavam Luiz Aurélio de Paula e uma colega, cujo nome não foi divulgado.

Os dois foram apontados como autores de um falso sequestro de uma criança. O boato foi espalhado por meio do aplicativo para celular, o WhatsApp.

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Centenas de pessoas aparecem balançando e danificando o carro onde estavam as vítimas, totalmente acuadas. Luiz Aurélio contou que tentou explicar que não tinha nada a ver com o boato, mas ninguém lhe deu ouvidos.

Eles só não foram espancados talvez até a morte porque agentes da Guarda Municipal chegaram antes e conseguiram impedir.

Os populares alegam que o sequestrador era Luiz, pois tinha um carro branco. Um áudio no WhatsApp com a voz do falto pai da criança contribuiu para inflamar os ânimos.

Houve algumas agressões ao representante comercial, que estava no local para vender produtos a uma padaria próxima.

Depois que conseguiu escapar, Luiz deu entrevista à imprensa muito abalado, dizendo que tentaram matar um trabalhador inocente. Ele teve inclusive o carro incendiado e ficou sem seu principal instrumento de trabalho.

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A Polícia Civil está investigando o caso e busca saber quem foi o autor da mensagem original com o boato do sequestro.

Uma pessoa já foi presa, acusada de ter ateado fogo no carro, que no momento estava vazio.

A vítima contou em depoimento que quando um grupo o abordou com expressões enfurecidas, ele pensou que se tratava de um assalto. Ficou surpreso quando entendeu que estava sendo acusado injustamente de algo que não tinha feito.

Luiz mostrou os produtos que carregava no carro, a maioria laticínios e embutidos, na esperança de tentar explicar que estava apenas trabalhando. Inclusive, os funcionários da padaria o identificaram e tentaram convencer os moradores que ele era apenas um vendedor. Nada os fez parar para pensar que talvez estivessem mesmo sendo enganados por uma trolagem via WhatsApp

A vítima contou que alguns homens chegaram a bater nele e na pessoa que estava no carro. Até pedras jogaram. Foi quando ele se abrigou no interior da padaria e pediu para que chamassem a polícia.

#Investigação Criminal