Um jogo muito perigoso e bizarro, aparentemente criado na Rússia, tem incentivado adolescentes e jovens a cometerem suicídio e agora chegou ao Brasil. O alerta veio através do Facebook por um moderador de uma página. Na última quinta-feira (6), uma mulher que modera um grupo chamado "Baleia", voltado para o empoderamento de pessoas gordas, abordou o assunto.

Ela explicou, através de um texto divulgado na própria pagina da rede social, que está estranhando o números de pessoas que estão pedindo para fazer parte do grupo. Ele escreve que nos últimos dias as solicitações quadruplicaram e que estranhamente a maior parte das pessoas que enviaram as solicitações para entrar no grupo é de adolescentes com menos de 16 anos.

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Preocupada com o aumento dos pedidos, outra pessoa que também administra o grupo resolveu questionar uma das jovens que queria fazer parte da página. A resposta não fez nenhum sentido para ela naquele momento. A menina disse que queria “jogar” de qualquer maneira.

Sem entender a resposta da adolescente, a moderadora decidiu pesquisar no Google e logo descobriu do que se tratava a angústia da menina. As pesquisas apontaram sobre um jogo que teve inicio nas redes sociais na Rússia. O desafio que é conhecido como "Baleia Azul", que em inglês é chamado de "#Blue Whale", estourou nas comunidades virtuais russas.

Nesse jogo, alguns “#curadores” ou “moderadores” fazem uma lista de tarefas e desafios para que os participantes obedeçam cegamente, sob ameaças de serem expostas na internet. A lista de tarefas choca.

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No dia a dia, os integrantes devem realizar atos como “assistir filmes de terror o dia inteiro”, “se pendurar no telhado durante 22 minutos”, “cortar os lábios e se cortar com uma navalha” e por fim “se jogar de um prédio muito alto”. Isso mesmo, o último desafio seria cometer suicídio.

A polícia da Rússia acredita que em fevereiro deste ano o jogo teria incentivado três garotas a tirarem a própria vida. O jogo pode também está relacionado há outros 130 casos de suicídio no país ocorridos no período de novembro de 2015 até o mês de abril de 2016.

Veronika Volkova, de 16 anos, e Yulia Konstantinova, de 15, morreram ao saltarem de um prédio no mês passado na cidade russa de Ust-Ilmsk. O prédio tinha 14 andares de altura e a última mensagem das garotas na rede social foi "fim", indicando que tinham acabado o jogo.

Naquela mesma semana, outra vítima de 14 anos, se jogou na frente de um trem dando fim a própria vida. Além de outra menina de 15 que ficou com ferimentos graves ao ter pulado de um prédio, mas escapou porque a neve amorteceu a queda.

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Os nomes dessa últimas vítimas não foram divulgados, mas as autoridades acreditam na ligação dos acidentes com o jogo online. A polícia russa abriu investigações para apurar os casos.

No Brasil, é possível observar alguns sinais da chegada do jogo. No YouTube, muitos jovens incentivam seus seguidores a aderirem ao desafio. Alguns vídeos chegam a ter mais de 400 mil visualizações.

Para a psicóloga Stéphanie Sabarense, especialista em terapia comportamental, não tem como explicar o porquê esses jovens procuram esse jogo cegamente. Não dá para dizer também que eles já tinham tendências suicidas antes de conhecer o “Blue Whale”.

"Não acho que eles procuram o suicídio, mas sim a busca pela a aventura, a adrenalina pelo o que é proibido. Essa busca é própria do adolescente", disse Stéphanie Sabarense. Para ela, o mais importante é que os pais ficam sempre atentos ao que seus filhos fazem na internet e que eles tenham o controle das crianças.

Os pais devem acompanhar se os filhos têm chegado na hora certa em casa, com quem eles têm andado e sempre manter uma conversa aberta e franca com os filhos.

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