O jogo conhecido como 'Baleia Azul' está fazendo muitas vítimas em todo o mundo. No entanto, um jornalista blogueiro decidiu entrar nesse universo, a fim de contar como tudo funciona e o lado ruim e bom do "jogo do suicídio". Em uma reportagem publicada no site 'Gazeta do Povo', Júlio Boll informa como funciona o 'Baleia Azul'. Ele decidiu tomar a iniciativa, após a prefeitura de Curitiba, no Paraná, emitir uma alerta para a sua população. Isso porque em poucos dias diversas crianças e adolescentes - entre 13 e 17 anos - acabaram tentando cometer crimes contra si mesmo. Antes de chegar à terras tupiniquins, o jogo já tinha dado problemas na Rússia.

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Por lá, mais de cem pessoas teriam falecido.

O blogueiro conta que tentou identificar, durante a reportagem, sobre como a dinâmica do jogo funcionava. De acordo com o depoimento dele, a ideia era testar os limites das pessoas e porque as pessoas estavam diante de algo tanto assustador. Para a surpresa do repórter, no entanto, muitas boas pessoas apareceram e tentaram impedir que ele continuasse nos chamados '50 Desafios'. Ele confirmou que os curadores, por exemplo, que incentivam os adolescentes a continuarem no game, no geral, seriam formados por perfis falsos. São eles que mandam, por exemplo, que essas pessoas cortem seus braços. Ou pior, cometa o último desafio, que é o atentado contra a própria vida.

O repórter diz que foi ajudado a entender esse mundo por uma pessoa que participou do jogo.

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Identificada como Cristian, a adolescente de dezesseis anos conta que recebeu uma mensagem diretamente de seu Instagram, a qual pedia o seu número de WhatsApp. A jovem foi rápida. Achando estranha a brincadeira apenas bloqueou o usuário e não deu a ele novas chances de atormentá-la. Infelizmente, a maioria dos jovens acaba não fazendo isso.

O repórter ainda constatou que existem muitos grupos. Alguns tem quase dois mil membros. Já outros possuem apenas 5 ativos. Ou seja, o jogo tem seus mistérios e meandros. Encontrar os curadores não é tão fácil quanto parece. Pelo contrário. Esses somente apareceriam na madrugada, quando enviam as tarefas diárias. Para tentar chegar aos curadores, o repórter decidiu enviar mensagens aleatórias e acabou descobrindo que os tais "curadores" eram pessoas contra o jogo, que apenas queriam evitar que internautas participassem do game.

Serviço: Contra pensamentos tristes e suicidas existe o trabalho do CVV, uma entidade sem fins lucrativos. O Centro de Valorização da Vida pode ser acionado através do telefone 141. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer lugar do país. #Crime