Uma mulher de 28 anos morreu eletrocutada enquanto fazia #chapinha no próprio #cabelo na cidade pernambucana de Tabajara, em Olinda, na grande Recife, na última quinta-feira, 13. Maria Kamilla, de 28 anos de idade, preparava-se para participar de uma festa de aniversário do seu próprio irmão e, para embelezar ainda mais o seu próprio cabelo, a moça decidiu fazer uma chapinha, quando foi surpreendida por uma grande descarga de energia e acabou morrendo no mesmo local – o seu quarto.

Maria foi encontrada morta por uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que foi chamada para prestar o socorro, mas quando chegou ao local a moça já não estava mais com vida.

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De acordo com a mãe da auxiliar de enfermagem, Maria era uma pessoa muito positiva e alegrava a casa, no entanto, a perda será sentida por todos.

“Tudo, tudo em mim está doendo. Eu não tenho mais alegria de vida porque ela era a alegria da minha casa”, conta Clarinda Santana em entrevista a uma rádio local, “Rádio Jornal”. A mãe da auxiliar de enfermagem disse que o aparelho que a sua própria filha utilizava para embelezar o cabelo estava com um pedaço de fio descascado e, de acordo com Clarinda, isso teria sido o principal motivo da descarga elétrica.

Apesar do perigo, a mãe de Kamilla contou na entrevista que nem ela nem a sua filha perceberam que o aparelho estava com esse problema, pois, segundo Clarinda, caso as duas notassem o defeito no aparelho a morte de sua filha poderia ser evitada e hoje ela não estaria sofrendo a dor dessa tragédia.

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“Ela não viu que o fio estava com um pedaço descascado, depois foi que eu vi isso”, explica a mãe de Kamilla. Ela lembra que a sua filha estava empolgada porque iria participar da festa de aniversário de seu irmão e por isso foi para o quarto passar a chapinha no cabelo. O corpo de Maria Kamilla de Santana foi velado no Cemitério de Santo Amaro, região do centro do Recife. Kamilla deixa dois filhos, um de 14 anos e outro de apenas 10 anos. Para a mãe, a dor da perda será difícil de ser superada por ela e principalmente pelos dois filhos que Maria deixa.

De acordo com o dermatologista Valcenir Bedin, de São Paulo, a chapinha deve ser usada com cuidado pelas mulheres que utilizam desse tipo de prática para embelezar essa parte do corpo. Pelo fato de o aparelho utilizar uma quantidade considerável de eletricidade. Segundo o especialista, a chapinha “leva o calor diretamente aos fios. Por isso, deve ser usada com cuidado”.

O caso que acontece com Maria Kamilla é um dos primeiros a acontecerem no Brasil e deixa em alerta as milhares de mulheres que utilizam o aparelho diariamente. Apesar do ‘espanto’, é importante lembrar que o aparelho em si não provocou o acidente, mas sim, a falta de atenção, como foi o caso de Kamilla que não percebeu o fio desencapado.