Marcada para a próxima sexta-feira, dia 28 de abril, a greve geral promete ser a maior #mobilização contra as #reformas propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB). As principais reivindicações são contra às reformas Trabalhista, da Previdência e a Lei da Terceirização - já aprovada na Câmara Federal.

Trabalhadores de setores importantes da economia estão dispostos a cruzarem os braços e se juntarem a segmentos da sociedade, como partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos e igrejas. A principal preocupação das centrais sindicais é explicar que a "convocação" para a greve geral não está associada a interesses políticos.

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O apoio dos trabalhadores e da população deve ser em defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários. A mobilização já toma conta do país. Professores das redes particular e pública, trabalhadores de Tecnologia da Informação, metroviários, aeroportuários, aeroviários, rodoviários, bancários, motoristas, funcionários dos Correios, saúde, comércio de várias regiões do país prometem parar. A Igreja Católica também se posicionou contra as reformas e convocou a população a participar das manifestações.

Centrais sindicais organizaram greve geral

As principais centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, CSB, Conlutas, Intersindical e CGTB) se mobilizam para atrair os mais de 10 milhões de trabalhadores que elas representam em todo país. Para isso, estão sendo convocadas assembleias para deliberar sobre à greve geral.

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Diversos materiais, como banners, adesivos e folhetos estão sendo produzidos pelas centrais e distribuídos para alertarem os trabalhadores e a população sobre os retrocessos que o governo Michel Temer está tentando impor.

Os motivos para cruzarem os braços

Reforma da Previdência:

  • Só terá direito ao benefício integral da aposentadoria quem, com 65 anos, comprovar que contribuiu 49 anos à Previdência de forma ininterrupta.
  • Mulheres e homens precisarão trabalhar até os 65 anos. Antes eram 55 para mulheres e 60 para os homens.
  • Mais tempo de contribuição: hoje a exigência é de 15 anos, com a reforma passará para 25 anos para se aposentar.

Reforma Trabalhista:

  • Os direitos garantidos, que são lei e garantidos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), poderão ser discutidos e negociados com sindicatos e empresários. As férias de 30 dias, aumento da jornada diária de trabalho (hoje são 8 horas diárias e 44 semanais), banco de horas e acordos de redução de jornada de trabalho com diminuição de salário e podem até diminuir o horário de refeição. Nada está garantido.

As terceirizações: #greveGeral

  • De acordo com a nova lei, todas as funções de uma empresa podem ser terceirizadas. A empresa não terá responsabilidade sobre os terceirizados. As empresas poderão demitir trabalhadores em regime CLT para contratar terceirizados, pagando menor salário.