O #Exército irá investigar uma denúncia feita por um soldado da 27° Brigada de Infantaria Paraquedista. O militar acabou desistindo do sonho de seguir a carreira militar devido aos traumas sofridos. Ele passou em todas as provas, teve ótimas notas e superou todos os desafios do intenso treinamento. Ele queria seguir os passos do seu tio que foi da Brigada Paraquedista.

Numa segunda-feira, o soldado resolveu contar sobre algo que estava o incomodando muito. Ele denunciou #tortura realizada pelos seus superiores. De acordo com o militar, ele passou uma sessão de trote e foi espancado estando com os pés e as mãos amarrados, sem ter nenhuma chance de se defender.

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Era um grupo de 18 militares que batiam nele, num tipo de batismo sádico.

Bateram nele com pedaços de paus, fios, além de vários chutes.

"Cachorro louco"

Após todas essas agressões, um dos militares gritou: "Solta o cachorro louco!! Solta o cachorro louco". As coisas começaram a piorar. Um cabo começou a correr para o lado dele simulando ser um cachorro e mordendo violentamente suas nádegas, arrancando pedaços de seu corpo.

Ao terminar a tortura, o soldado se viu em estado de grande desespero. Ele estava muito machucado com ferimentos por todo o corpo. Ao chegar em casa, notou que seu pênis estava sangrando, o que mais tarde fez com que ele arrancasse um dos testículos.

"Eles acabaram com meu sonho e destruíram minha vida". Segundo o militar, os médicos já avisaram que ele poderá perder o outro testículo também.

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Ele pediu para não ser identificado e ressaltou que está sob tratamentos psicológico e psiquiátrico para tentar superar esse trote infernal.

Cabos afastados

A denúncia do militar causou sérios constrangimentos ao Exército, que tem recebido muitas denúncias de maus-tratos. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio está acompanhando outros cinco casos de denúncias em unidades militares do Rio.

Foi aberto um Inquérito Policial Militar e oito cabos foram afastados.

O Comando militar do Leste (CML) ressaltou que o Exército não compactua com esses tipos de agressões e repudia as atitudes desses militares envolvidos.

De acordo com o militar espancado, ele ainda recebeu ameaças dizendo que não era para contar para ninguém o que tinha acontecido ali. Chegaram a dizer que o trote com ele seria mais pesado devido seu corpo avantajado.