Desde o último deia 27 de março em Rio Branco, o jovem estudante de psicologia Bruno Borges, de 24 anos, está desaparecido.

O sumiço do jovem está cercado de mistérios. Durante 24 dias, ele se trancou no quarto enquanto os pais estavam fora. Os irmãos, um irmão gêmeo e a irmã mais velha, não notaram a retirada dos móveis, armários, cama e outros objetos de dentro da casa.

Bruno retirou toda a mobília e redecorou o quarto com mensagens criptografadas espalhadas por paredes, teto e chão, além de objetos que remetem ao antigo Egito, a cabala, alquimia, ocultismo e ufologia.

O estudante deixou 14 livros escritos à mão e criptografados, além de uma estátua do filósofo Giordano Bruno (1540-1600) por quem nutria uma grande admiração, orçada no valor de R$ 7 mil.

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Um quadro na parede em que Bruno aparece sendo tocado por um extraterrestre também mostra o interesse do jovem pelos mais diversos assuntos.

A mãe de Bruno, a psicóloga Denise, lembra que o filho havia falado, há bastante tempo, de um projeto em que estava trabalhando e para o qual precisaria de dinheiro, ela lhe disse que se soubesse do que se tratava patrocinaria o projeto, mas o pedido foi rejeitado pelo filho.

Bruno iniciou a produção dos seus manuscritos em 2013 e, há um ano, passou a se dedicar a finalização dos livros. Denise afirma que sempre acompanhou e se preocupou com as escolhas de Bruno para as leituras, e na opinião dela o filho andava lendo demais.

O jovem costumava ter contatos com juízes, desembargadores e intelectuais, além de amigos com distúrbios mentais, mendigos e pessoas excluídas pela sociedade.

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A mãe do jovem considera o filho um "iluminado" e ressalta a generosidade e o coração bondoso do jovem e afirma que Bruno desde muito cedo demostrava ser diferente,nas escola era considerado um líder nato.

Bruno começou a procurar pessoas que acreditassem nele sem contar qual era seu projeto, ele dizia somente que estava escrevendo uma série de livros e que eles mudariam o curso da humanidade de uma maneira positiva. O primo de Bruno, o médico oftalmologista Eduardo Velosos foi quem ofereceu a Bruno a quantia R$ 20 mil , ele diz que depois de ler umas 15 páginas do livro, percebeu que a ideia era boa, afinal Bruno disse a ele que a ideia era inédita no mundo, e apesar de não saber do projeto, sabia da existência da estátua de Giordano Bruno, que ele queria colocar num espaço para visitação.

A mãe de Bruno afirma que o filho não apresentava distúrbios mentais, apesar de afirmar que foi aconselhada por um médico a deixar o filho trabalhar no projeto.

O coordenador da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), delegado Fabrizzio Sobreira afirma que todas as possibilidades estão sendo consideradas para encontrar o paradeiro do jovem, e a investigação do caso está sendo conduzida pela Polícia Civil do Acre de maneira absolutamente sigilosa, nem os familiares estão tendo acesso as informações.

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Giordano Bruno foi um filósofo, teólogo e escritor nascido em Nola, na Itália, em 1548, acusado de heresia por suas ideias pelo Santo Ofício foi queimado na fogueira em Roma, em 1600, depois de se recusar a abrir mão de suas doutrinas . Giordano Bruno escreveu sobre cosmologia, física, magia e a arte da memória.

#Ufologia #BrunoBorges #Casos de polícia