Um vídeo compartilhado no Facebook está dando o que falar no Paraná. As imagens mostram o que aconteceu com detentos que resolveram atear fogo em colchões dentro das celas.

Eles passam muito mal, deitados no lado de fora de seus cárceres. Alguns mal conseguem respirar. Um policial ou agente penitenciário filma e tripudia da situação. E a postagem conta com mais de 3.700 curtidas, muitas com os ícones “amei” e “haha”, simbolizadas pelos símbolos do coraçãozinho e da carinha sorridente, respectivamente.

Não há informações no post sobre quem teria iniciado o incêndio e se as vítimas que teriam sido atingidas pelas chamas são as culpadas pelo início delas.

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Também não se sabe se os presos que sofrem com os ferimentos são aqueles que ficaram devendo pensão alimentícia, que roubaram galinha, ou se são bandidos de alta periculosidade, com homicídios nas costas.

Não se sabe nada. O que há de certeza é que o homem que filma explica com ironia o que acontece com preso “burro, que nem sabe ser preso”.

O cinegrafista amador mostra os homens deitados no chão e molhados pela água que deve ter sido usada para controlar as chamas. Enquanto isso, descreve a situação de forma detalhada: “Eu aviso, os caras são burro, não sabem nem ser bandido”.

A câmera fora um dos detentos que parece estar em pior situação. Sem camisa e muito arfante, ele parece estar com muita dor e muita dificuldade de respirar. Mexe as pernas sem parar na poça d’água onde se encontra.

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“Esse era o mais f... ó. Falava pra ele ‘você vai se f...Não vamo tacar fogo que eu sou f... Então tá, tome no c...”.

E continua: “Desde que esses bandidos chegaram eu falei doutor, vamos cortar tudo, deixar só na lariquinha. Ele disse não, vamos dar cafezinho, dar bolachinha”.

Depois o agente ainda adverte: “Não dói tanto assim, vai, para. Dói é ver a burrice de vocês”, e mostra o interior da unidade com os rescaldos do incêndio”.

Vagarosamente a câmera passeia pelo detento que parece estar em piores condições. O rosto assume uma feição de horror. As pernas não param de bater. “Para de fazer lama aí ladrão”, dá bronca a autoridade, que segue filmando tudo, inclusive vários pares de algema que nem precisaram ser usadas.

“Não adianta agora”, finaliza ele com a lição de moral. O preso parece não assimilar nada, e continua arfando, na tentativa desesperada de se manter vivo e respirando.

Não há a informação da unidade prisional e da cidade onde a ocorrência foi registrada.

#Crime #Casos de polícia