A grande maioria dos brasileiros está indignada e rejeita literalmente o novo governo do presidente Michel #Temer, brasileiros que não medem esforços quando o assunto é o famoso coro do “Fora Temer”.

Mas enquanto a grande maioria grita “#Fora Temer”, um funcionário que presta serviços em um #Cemitério na Grande São Paulo fez o seu protesto de forma totalmente inusitada. Com tinta spray, pintou na parede do cemitério uma frase inversa ao coro dos brasileiros, que diz “Entra Temer”, referindo-se para que o presidente entrasse no cemitério.

O homem, que não teve a identidade revelada, postou uma foto do muro nas redes sociais, que ganhou repercussão em todo o Brasil pela forma criativa e inusitada de colaborar com a greve geral realizada nesta sexta-feira (28) contra o governo federal.

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Segundo os organizadores, o número de trabalhadores que aderiram à paralisação foi o maior da história, sendo classificada como a maior greve do País.

Em São Paulo, os sindicatos responsáveis pela organização das paralisações afirmaram que não foi contabilizado um número exato de participantes. Porém,, segundo registros fotográficos e cálculos por ocupação de espaço, o número passou de 40 milhões de pessoas. “A última grande greve do Brasil foi no ano de 1989, onde se reuniu cerca de 35 milhões de pessoas”, afirmou o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Gomes.

Ele disse ainda que foi uma tremenda resposta aos deputados federais que votaram a favor da reforma trabalhista e que também irão votar a reforma da Previdência. “Eles sabem que a população não concorda com a terceirização e com o fim da aposentadoria” afirmou.

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Ainda segundo Vagner Gomes, a entidade vai se reunir na próxima semana para montar mais um novo protesto para ocupar Brasília, a capital do país ,com o intuito de convencer os senadores a não votarem a favor da reforma trabalhista, que dias atrás foi aprovada pela grande maioria dos deputados no plenário da Câmara Federal.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, já adiantou que o movimento desta sexta-feira (29) foi apenas um recado para o governo de Temer e que espera que seja feita uma nova reforma, de maneira civilizada e que haja participação não somente do governo, mas de todos os trabalhadores.

O sindicalista foi criticado sobre o modo como foram realizados os protestos e a greve em todos o país, envolvendo fechamento de grandes vias com pneus queimados e muitos atos de vandalismo por parte de alguns que participavam. “Assim acontece na França, na Inglaterra e não seria diferente no Brasil. Quando estamos fazendo uma greve não estamos em um acordo de sociedade e governo, estamos literalmente em um confronto. Tenho certeza de que se o governo estivesse trabalhando da maneira certa, todo o manifesto não estaria acontecendo”, afirmou.