A população brasileira como um todo não se encontra cada vez mais polarizada somente no que diz respeito à inclinação política de cada indivíduo, mas também no referente ao poder aquisitivo de cada um, frente ao período de extrema instabilidade econômica pelo qual atravessa o Brasil. Agora, sabe-se lá exatamente o porquê, a pasta do Ministério da Saúde, cujos gestores foram homologados pelo presidente Michel Temer, decidiu, sem chance de retorno no parecer, que irá fechar a totalidade das unidades do conhecido e aclamado programa denominado “Farmácia Popular”.

O encerramento deste projeto social, idealizado e posto em prática pelo ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva no ano de 2004, fará automaticamente com que as 393 unidades ou farmácias populares hoje existentes, não deem mais no próximo mês de maio uma enorme variedade de remédios gratuitamente às pessoas; sendo que, quando essa concessão não é gratuita, os preços nos medicamentos sofrem até 90% de desconto.

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Os maiores beneficiados do programa de saúde e combate às doenças em questão, são os representantes da camada mais carente da população brasileira, que tanto necessita dos fármacos e não têm as condições necessárias para arcar muitas vezes com o uso de medicamentos contínuos ou não, o que acaba provocando, na maioria das vezes, que tais doentes interrompam o tratamento proposto pelo médico especialista.

Vale frisar que de acordo com os dados do próprio governo e vários institutos de pesquisa, são as pessoas que ganham menos, que terão o seu rendimento mais comprometido em função da compra dos medicamentos que necessitam, em algumas situações, para que continuem literalmente vivendo, ou seja, 61% das despesas desses cidadãos são decorrentes dos gastos na área de #Saúde, pesando nos bolsos dos mais mais humildes.

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Medicamentos destinados às doenças mais simples ,até patologias muito complexas e de tratamento demorado, foram disponibilizados nos postos populares. No total são 107 remédios vitais usados para tratar de pacientes com diabetes, hipertensão, úlcera gástrica, asma, depressão, verminoses, enxaquecas, cólicas, inflamações, queimadura, alcoolismo e até mesmo a concessão dos anticoncepcionais.

Serão os pobres e idosos os principais prejudicados com a decisão do governo de Temer, pois as doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão, por exemplo, incidem muito mais em pessoas com faixa etária avançada. Outro detalhe que não pode ser esquecido é que os idosos têm um orçamento mais limitado, porque são aposentados.

Pelo que tudo indica as dores de aflição só tendem a aumentar, pelo menos quando o quesito analisado é a saúde no Brasil. #Michel Temer