O #Goleiro Bruno Fernandes deverá voltar para a prisão, foi o que decidiu a primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (#STF) nesta terça-feira (25). Os ministros, após votação, decidiram mandar Bruno de volta à prisão, por 3 votos a 1.

O goleiro Bruno, preso em 2010, teve sua condenação decretada em 2013, sendo responsabilizado pela morte de Eliza Samúdio, sua ex-namorada.

Solto pela Justiça, o atleta defende o clube Boa Esporte, de Minas Gerais, que vem disputando o Campeonato Mineiro na segunda divisão.

Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram por 3 votos a 1, derrubar a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que em fevereiro determinou que Bruno deveria ser libertado.O goleiro, na época, já havia cumprido cerca de seis anos e meio de prisão.

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A Primeira Turma do STF, formada por cinco ministros, não contou com a participação de Luís Roberto Barroso, que não esteve presente no julgamento.

STF decide: Goleiro Bruno volta para a prisão

A favor do retorno de Bruno à prisão, votaram os ministros, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, o único voto contrário veio do próprio ministro Marco Aurélio Mello, que concedeu na ocasião da soltura, o habeas corpus ao goleiro.

Os ministros na sessão do supremo analisaram o recurso impetrado pelos advogados a pedido da mãe da garota assassinada, Elisa Samúdio. O argumento usado foi o de que a liberdade de Bruno Fernandes, colocava em risco a sua integridade física (da mãe) e também a de seu neto, o filho que Eliza teve com o goleiro Bruno.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também defendeu a volta de Bruno à prisão.

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Os advogados de Bruno alegavam que ele não poderia estar preso enquanto corria seu recurso da sentença recebida em primeira instância em 2013, no qual o goleiro foi a júri popular, tendo sido condenado a 22 anos e 3 meses de prisão.

A defesa de Bruno conseguiu sua liberdade alegando que a atual legislação só admite a prisão do réu, após o julgamento em segunda instância.

Porém, o ministro Alexandre de Moraes, defendeu seu voto usando como argumento o peso dado pela Constituição a uma decisão do júri, votando pela volta do réu à prisão. Ressaltando que veredictos deste tipo, só são possíveis em casos de homicídios dolosos, (com intenção de matar).

O atleta Bruno, seguia preso preventivamente enquanto aguardava o julgamento de um recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)

Advogado de Bruno Fernandes se manifesta indignado

Lúcio Adolfo da Silva, advogado do atleta, declarou estar "indignado" com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, de revogar a decisão que concedeu liberdade ao seu cliente.

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O advogado informou ao site UOL, que vai apresentar recurso contra a decisão, entrando com um "embargo declaratório", pedindo esclarecimentos do que o advogado chamou "contradições", se referindo aos votos do relator no habeas corpus, o ministro Alexandre de Moraes e ministro Luiz Fux.

Ele ainda informa que seu cliente deverá se apresentar à Justiça e cumprir a decisão do STF que traz o goleiro Bruno de volta à prisão #Eliza Samudio