O goleiro Bruno Fernandes de Souza deve voltar a prisão em regime fechado ainda nesta semana, já que uma decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (#STF), derrubou a liminar provisória que garantia a ele liberdade provisória.

Condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão, pelo e assassinato triplamente qualificado de Eliza Samudio, além de outros crimes, o jogador está preso desde 2010. No início deste ano seus advogados conseguiram sua liberdade provisória e Bruno foi contratado pelo time mineiro Boa Esporte Clube, já tendo inclusive entrado em campo.

A decisão de soltar o criminoso condenado foi do ministro do STF Marco Aurélio Mello.

Publicidade
Publicidade

Durante o julgamento da decisão, que ocorreu nesta terça-feira, 25 de abril, Mello manteve seu voto a favor da liberdade de Bruno. Durante a votação, o ministro Mello chegou a dizer que “há mais coragem em ser justo parecendo injusto, do que ser injusto para salvaguardar as aparências da Justiça”.

Maioria dos ministros do STJ decidem por mandar goleiro Bruno de volta a prisão

Apesar de Marco Aurélio Mello ter dado indícios de que seria uma injustiça enviar o goleiro condenado de volta ao regime fechado, os outros quatro ministros do STF pensam o contrário. Entre eles está o ministro Alexandre de Moraes, que chegou a fazer a declarar que é achou a pena devida. Ele ainda lembrou que Bruno é réu confesso e que é preciso levar em conta a soberania do veredito do júri popular.

Bruno: relembre algumas polêmicas

O caso de Bruno gerou grande comoção popular.

Publicidade

Ele e comparsas foram acusados e julgados pelo assassinato da mãe de um dos filhos do jogador de futebol, com o objetivo de não ter que pagar a pensão que ela pedia para o filho.

Segundo o julgamento, ele é culpado pelo sequestro e cárcere de Eliza. Além disso, depois de assassiná-la, para que ninguém descobrisse o crime, o goleiro e seu primo - apelidado de Macarrão - teriam picado o corpo da jovem e dado aos cães como alimento.

Apesar da gravidade das acusações, assim que conseguiu a liminar que o colocou em liberdade provisória, dezenas de pessoas - incluindo mulheres e crianças - compareceram aos treinos de Bruno no time mineiro.

O clube que o contratou também foi alvo de duras críticas e chegou a perder grandes patrocinadores, que afirmaram não querer ter sua imagem ligada a um assassino condenado. Porém, nem mesmo isso fez com que o Boa Esporte Clube revisse sua decisão. #Polêmica #Goleiro Bruno