O sábado (15) foi violento em Porto Alegre. Um juiz do trabalho foi assassinado na frente do filho menor, de apenas 9 anos de idade. O magistrado, identificado como Cláudio Roberto Ost, de 50 amos, foi alvejado com cinco tiros.

Ele estava saindo da casa da namorada, 25 anos mais nova, quando foi assassinado. O principal suspeito até o momento é um adolescente de 17 anos, que foi namorado da companheira do juiz.

A moça, cujo nome não foi divulgado, relatou que ela, o magistrado e o filho tinham chegado de viagem na última sexta-feira (9) e no dia seguinte (10), o adolescente foi até a casa da ex onde estavam todos. Ele foi no imóvel, que fica no bairro, Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre, com o intuito de discutir com o casal.

Publicidade
Publicidade

O adolescente, de acordo com a polícia civil, já teve passagem pela prática de tráfico de drogas e estava revoltado com o fim do relacionamento, ocorrido há seis meses.

Segundo ela, o jovem já lhe havia feito ameaças e prometeu que iria matar o casal. Depois de disparar os tiros, o suspeito se evadiu do local.

Todas as informações foram passadas pelo delegado que está a frente do caso, Daniel Mendelski. De acordo com ele, equipes fazem buscas e diligências na tentativa de localizar o rapaz.

Na manhã deste domingo (16), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio Grande do Sul (Quarta Região), enviou aos veículos de imprensa uma nota oficial que dá mais detalhes sobre o assassinato. Por conta da ocorrência, a presidente do TRT, a desembargadora Beatriz Renck, determinou luto de três nas repartições da Justiça do Trabalho.

Publicidade

Na nota oficial, Renck manifesta profunda consternação com a notícia trágica e diz que aguarda pela elucidação e esclarecimento do caso para que os responsáveis sejam prontamente punidos, de acordo com a lei.

A vítima atuava no TRT-RS como juiz do trabalho substituto desde 1994. Mas entrou na Justiça do Trabalho como servidor ainda antes, em junho de 1990. Em 2002 conseguiu conquistar a vaga como magistrado titular no interior do Estado, sendo depois transferido para a Primeira Vara do Trabalho de Santa Rosa, na região Noroeste do Rio Grande do Sul.

Drama

Testemunha ocular da morte do pai, o garoto de apenas 9 anos vive um drama, pois já era órfão de mãe desde os 3 anos, quando a mãe dele, Lourdes Terezinha Külzer, na época com 37 anos, morreu em uma batida frontal entre o carro que ela dirigia um ônibus. A moça chegou a ser socorrida, mas ao dar entrada no hospital já estava sem vida. #Crime #Casos de polícia