Recentemente, um caso chamou a atenção de toda a sociedade. Policiais foram flagrados matando assaltantes que já estavam jogados no chão. Eles foram presos acusados de execução, já que no momento dos tiros, teoricamente, os bandidos não estavam agindo contra ele. Em determinação dada pelo 3º Tribunal do Rio de Janeiro, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira acabou decidindo "ouvir a voz das ruas" e libertou os PMs, dando a liberdade para que eles voltem ao convívio em sociedade. O juiz apenas escutou o que foi argumentado pelo Ministério Público. Com isso, David Gomes e Fábio Barros, os policiais que apareceram no vídeo que ganhou a internet, acabaram sendo soltos.

O vídeo, que mobilizou a opinião pública, mostrava a dupla atirando contra suspeitos em frente à Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, no Rio de Janeiro.

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O caso aconteceu no fim do mês passado. Quem filmou tudo era um morador, que achando estranha a situação, decidiu agir e pegou o seu celular. Mesmo com a câmera amadora e à distância, o que foi registrado por ele virou a principal prova do caso. Na mesma operação, uma estudante, de 13 anos, acabou falecendo. Maria Eduarda estava na escola ao lado de onde a execução foi filmada. Ela estava fazendo aulas de educação física.

De acordo com o magistrado, ele passou duas horas refletindo sobre o assunto e diz que o juiz precisa se ater às mudanças que acontecem na sociedade, e, apenas por isso, decidiu soltar os policiais. Ele ainda revelou que estava esperando críticas por sua decisão, mas que estava consciente que, qualquer decisão que desse, seria o suficiente para que a sociedade o criticasse.

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De fato, a prisão dos policiais irritaria aqueles que acreditam que eles estavam com o 'sangue quente'. Os PMs cariocas estão em uma guerra e, muitas vezes, acabam perdendo os limites.

Já os defensores dos direitos humanos vão lembrar que era possível prender os traficantes e dar a eles o chamado julgamento justo, mesmo que, tempos depois, eles estivessem nas ruas novamente. Abhahão, o juiz que deu a sentença apenas solicitou que os PMs fiquem em funções administrativas e longe do batalhão onde o caso foi registrado. Eles ainda tem que se manter pelo menos a um quilômetro das famílias das vítimas, além de terem também que evitar festas e bares.

E você, o que pensa sobre o assunto? Deixe o seu comentário. Ele é sempre importante e ajuda no diálogo de temas diversoss. #Crime