Segue desconhecido o paradeiro de Bruno Borges , o jovem acreano que desapareceu recentemente e deixou um grande enigma filosófico em seu quarto. No entanto, novas informações sobre a personalidade peculiar do rapaz vieram à tona nesta semana, por meio de uma entrevista concedida por Márcio Gaiote, um amigo de Bruno que sabia de alguns de seus planos e, inclusive, ajudou-o a executar os seus projetos.

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Conforme revelado por Gaiote, Bruno sempre afirmava que veio ao mundo para cumprir uma missão e transmitir conhecimentos que poderiam trazer uma espécie de iluminação "transcendental". O principal objetivo do jovem era garantir que os conhecimentos sobre as verdades universais permanecessem na Terra.

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Depois de cumprir a missão, o desejo de Bruno era encontrar uma caverna onde pudesse viver isolado da civilização.

Desejo pode ter relação com os escritos do filósofo Platão

Gaiote afirmou ainda que o amigo teria dito que “pessoas ignorantes” provavelmente o tachariam de louco e atrapalhariam seu projeto. E mais: durante a escrita dos livros, Bruno teria passado 12 dias jejuando a fim de ter um acesso mais claro ao "mundo das ideias". O desejo de se isolar em uma caverna pode ter sido inspirado em Platão, filósofo grego do período pré-socrático, que acreditava que os seres humanos possuem uma percepção distorcida da realidade.

Na literatura platônica, a caverna simboliza o nosso mundo repleto de imagens inventadas pela cultura e sociedade. Para conhecer a verdade sobre a vida e o mundo, o filósofo diz que é necessário libertar-nos dessas imagens, ou seja, saírmos da caverna.Tudo indica que Bruno Borges acredita ter se libertado da visão distorcida do mundo e alcançado o verdadeiro conhecimento. Talvez por isso ele desejasse "retornar" à caverna..

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Duplo objetivo: meditação e disseminação de conhecimento

O jovem Bruno desapareceu no dia 27 de março, deixando para trás 14 livros com linguagem criptografada. Apesar de ser muito próximo a Bruno, Márcio Gaiote esclarece que não sabe absolutamente nenhuma informação sobre o seu possível paradeiro. Ele opina que o amigo deve ter se afastado para meditar e também para tornar seus escritos conhecidos, já que sua meta era disseminar sua filosofia.

Na visão do delegado responsável pelo caso, Fabrizzio Sobreira, não é possível descartar possibilidades. Bruno pode ter saído do estado, mas também pode ter permanecido no #Acre de maneira isolada, resguardando-se em seu próprio projeto. É certo, porém, que já foram decifrados detalhes significativos dos motivos que o levaram a se distanciar. #meninodoacre